Dia Mundial Sem Tabaco

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1,2 bilhões de pessoas sejam fumantes. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.


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De acordo com o Inca – Instituto Nacional de Câncer, todos os derivados do tabaco, que podem ser usados nas formas de inalação, aspiração e mastigação são nocivos à saúde. No período de consumo destes produtos são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioativas (que causam câncer).

Segundo o oncologista para parar de fumar é preciso força de vontade e determinação. "Você pode escolher duas formas para deixar de fumar: a parada imediata ou a gradual. A primeira é mais recomendada, cortando de uma vez só, mas as pessoas também podem ir reduzindo o número de cigarros. Outra dica é adiar a hora em que fuma o primeiro cigarro do dia. Você vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas predeterminado a cada dia até chegar o momento, em que, você não fumará nenhum cigarro", recomenda.

 

Sintomas típicos

No câncer de pulmão, os principais sintomas causados pela doença são: tosse, sibilos, ronco, dor no tórax, escarros hemópticos (com raias de sangue), falta de ar e pneumonia, e costumam aparecer quando a doença já está em situação avançada. Alguns tipos de tumores podem ser assintomáticos – ou seja, não apresentarem sintomas.

 

Tabaco e pílula anticoncepcional

O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade.

 

O Fumo e a gravidez

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos para a saúde da mulher e do feto. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma.
A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

"Proteger e promover a saúde das mulheres é crucial para a saúde e desenvolvimento, não só para os cidadãos de hoje, mas também para os das gerações futuras". Margaret Chan OMS – Organização Mundial de Saúde

 

Fonte: INCA