
O monitoramento da concentração plasmática de alguns fármacos é baseado no fato da intensidade do efeito farmacodinâmico se correlacionar mais estreitamente com a concentração plasmática do que com a dose. Devido as grandes diferenças individuais, tanto na manignitude, quanto na extensão dos processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos fármacos, uma mesma dose pode ter efeitos distintos em diferentes indivíduos, inclusive no mesmo paciente em momentos diferentes, em função das suas características fisiopatológicas.
Sendo assim, a farmacocinética clínica é definida como um conjunto de atividades dirigidas que permitem a avaliação da concentração plasmática com base nos princípios farmacocinéticos e farmacodinâmicos para a individualização do regime posológico dos fármacos.
O principal objetivo constitui em alcançar a máxima eficácia terapêutica com a mínima incidência de efeitos adversos, minimizando a variabilidade na resposta clínica e proporcionando uma terapia efetiva e segura.
A farmacocinética clínica representa um componente integral de atenção farmacêutica na qualidade assistencial a pacientes selecionados, em função da sua farmacoterapia específica, condições patológicas e objetivo de tratamento, promovendo a redução do tempo de internação e da morbi-mortalidade (relacionada a erros de medicamento).
Diversos fatores fisiopatológicos e clínicos inerentes ao paciente podem modificar as características cinéticas da maior parte dos fármacos, exigindo em muitas ocasiões, ajuste posológico adequado. As principais causas de variabilidade na resposta a medicamentos inerentes ao paciente são:
O programa de monitorização será iniciado com fármacos considerados prioritários para o hospital. Em geral, os fármacos selecionados apresentam o seguinte perfil específico:

Fig. 1. Exemplos de fármacos comumente monitorizados.
Uma rotina deve ser descrita, inerente a cada fármaco, respeitando o steady-state e o período ideal de coleta. Um documento institucional deve ser confeccionado contendo informações a respeito da história clínica do paciente, bem como os dados que justifiquem a atividade assistencial, além de contemplar os itens abaixo:
Texto escrito por:
Tiago Henrique Arantes - Farmacêutico
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Tiago Henrique Arantes
formado em farmácia pela UFRJ e especializado em farmacologia. Possui experiência como RT de farmácia de manipulação e mais de 4 anos de atuação como Farmacêutico Hospitalar, participando de atividades como membro do Comite de Gerenciamento de Risco e Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional deste Hospital, participação no processo de acreditação internacional, também ministra aulas em cursos de pós graduação e palestras
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