Empresa Jr ajuda a forma profissionais qualificados

empresa-junior-farmaciaParte de um movimento que se iniciou em 1967 na França e chegou ao Brasil no final dos anos 1980, as Empresas Juniores (EJs) têm ampliado cada vez mais seu espaço na USP. Constituídas apenas por alunos de graduação, as EJs são associações sem fins lucrativos que têm o objetivo de permitir o contato dos estudantes com sua área de atuação, em serviços prestados a entidades, pequenas empresas e à sociedade.


 
Nas várias unidades da USP, estão em atividade 30 empresas junioresNo Brasil, estima-se que haja mais de mil EJs, nas quais trabalham cerca de trinta mil alunos. Dentro da USP, são trinta, que abrangem diferentes áreas. A pioneira na Universidade foi a Poli Jr, dos alunos da Escola Politécnica (Poli). Fundada em 1989, foi também uma das primeiras EJs a ser criada no país.

Para José Roberto Cardoso, diretor da Poli, as juniores desempenham um papel importante no preparo da carreira dos estudantes ao permitir que eles tenham contato com a estrutura de uma empresa e o universo que ela engloba. “[Na Ej] eles já entendem como funciona a estrutura organizacional de uma empresa com todos os requisitos que isso exige: liderança, disciplina, cumprimento de prazos, ética nas negociações, e assim por diante.”

José Vicente Caixeta Filho, diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – unidade que abriga as EJs Esalq Jr. Economia, Esalq Jr Consultoria e Esalq Jr. Florestal -, localizada no campus de Piracicaba da USP, concorda, e destaca que além de estimular o empreendedorismo, as EJs também possibilitam aos alunos um contato com problemas reais que serão vivenciados no ambiente profissional.

Na opinião de ambos, a vivência nas EJs é ainda um forte diferencial que se manifesta quando os alunos saem da faculdade para o mercado de trabalho. “O mercado sabe que o aluno, quando está em uma EJ, vai ter o respaldo dos professores da instituição. É um conjunto de recursos humanos ainda sem vícios, isento e, quem sabe ainda, com muita clareza e seriedade naquilo que precisa ser feito”, constata o professor Caixeta.

Além disso, pelo próprio objetivo de prestarem serviços também à sociedade, as EJs expandem sua atuação e conseguem cumprir um dos objetivos da USP, que é o de dar retorno à população. Um exemplo de projeto com cunho social é o “Aprender para Empreender”, da FEA Jr., dos alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), que consiste em aplicar treinamentos em organizações do terceiro setor e que foi premiado com o primeiro lugar na edição 2010 do Prêmio de Qualidade da Federação de Empresas Juniores do Estado de São Paulo (Fejesp).

Fonte: Texto por Beatriz Amendola USP Notícias