Emergência na Farmácia. O que Fazer?

Emergência na Farmácia. O que Fazer?


 

1. Quando o cliente informar um desconforto, procure um lugar na farmácia (geralmente na sala de aplicação) e o acomode na cadeira ou maca. Geralmente após um breve repouso o desconforto passará.

2. Se as tonturas forem intensas, sente o cliente em uma cadeira cruzando suas mãos na nuca. Coloque a cabeça do cliente entre as pernas, curvando-se totalmente para a frente e faça força com as mãos para baixo, enquanto pede para que o cliente force a cabeça para cima.

3. Não deixe o cliente sair da farmácia sem ter a certeza que ele tem condições de chegar sem problemas em casa.

4. Caso o desconforto seja provocado por medicação injetável ou não, prescrita no receituário médico, o farmacêutico deve entrar em contato com o médico e informar o caso.

5. Após o incidente, oriente o cliente a procurar auxílio médico, desaconselhando receitas caseiras como o sal embaixo da língua e outros.

O que ficou claro é que no balcão das farmácias e drogarias não temos "espaço" para orientar muitos casos, mas temos a obrigação de possuir o conhecimento para isso.

 

Pressão Alta ou baixa?
O que o balconista pode fazer em uma emergência.

O diagnóstico de qualquer patologia nunca foi permitido em farmácias e drogarias, mas muitas vezes nos deparamos com situações de emergências, e é comum o sentimento de impotência diante do fato já consumado.

O que o balconista "pode" e deve fazer?
O balconista pode e deve procurar cursos técnicos da área de saúde, onde são ministrados cursos de primeiros socorros e outros cursos da área de saúde. Procurar informação e conhecimento é obrigatório para quem está atuando na área de saúde.


Em especial no caso de hipertensão ou hipotensão, como podemos diferenciar a pressão arterial alta e baixa?
Na verdade não podemos diferenciar porque existe uma divergência de Legislações que proíbem as farmácias e drogarias de aferirem pressão arterial. O que observamos nas farmácias e drogarias são "máquinas" calibradas e preparadas para aferirem a pressão arterial, o que praticamente impossibilita uma orientação imediata.

A seguir uma breve descrição de sintomas:

Pressão Alta: A elevação da pressão arterial (hipertensão) não é sinal de doença cardíaca nem quer dizer que a pessoa está necessariamente doente. Mas, de modo geral, deve ser encarada como sinal de alerta.

Quando a pressão arterial se eleva, a paciente pode sentir dor de cabeça, tonturas, visão de pontos e, nos casos mais graves, sofrer perda da acuidade visual. Há dois tipos de pressão alta: a hipertensão primária ou essencial sem causa determinada e a hipertensão secundária, que surge como reflexo de aalgum distúrbio orgânico, como doenças renais, glandulares, das artérias ou cerebrais.


O que fazer: Procure um médico.

Atenção: Não pode ser administrado nenhum tipo de medicação "para baixar a pressão" sem prescrição médica.

É importante possuir uma agenda na farmácia com os telefones mais importantes como: hospital mais próximo, táxi, ambulância, bombeiros e outros.

Pressão Baixa: Na maioria dos casos, a pressão baixa (hipotensão) é um fenômeno fisiológico sem importância: muitas pessoas sentem enjôos leves, tonturas e podem até desmaiar ao mudarem bruscamente de posição ou ao se levantarem de repente.

 

Texto elaborado por Dra. Giovanna Dimitrov - Consultora Farmacêutica
Fonte do texto:
http://www.marcad.com.br/publicacoes/k16.asp