Interpol alerta sobre droga ilícita e letal utiliza para emagrecimento

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O órgão emitiu alerta mundial "aviso laranja" para a substância 2,4-dinitrofenol conhecida como DNP.

A Interpol emitiu um alerta mundial a respeito do consumo do DNP (2,4-dinitrofenol), apresentada como uma “solução milagrosa” para o emagrecimento, as cápsulas de emagrecimento que contém o DNP têm vindo a ser noticia pelas piores razões. As autoridades internacionais já classificaram o medicamento como uma “droga ilícita e potencialmente letal” e recentemente a Interpol emitiu um alerta global sobre os riscos de consumir este medicamento.

O comunicado da Interpol foi solicitado pelas autoridades francesas após a morte da estudante britânica Eloise Aimee Parry, que ingeriu oito cápsulas de DNP.  A estudante de 21 anos acabou por falecer apenas três horas após o diagnóstico isto porque não há qualquer antídoto para o DNP. Este tipo de  “medicamento” é vendido livremente na Internet sob a forma de pó amarelo ou então em creme.

A mãe da jovem relatou à imprensa que a filha "queimou por dentro" após a ingestão dos comprimidos. "A maioria de nós não acredita que um comprimido de emagrecimento poderia matar-nos. O DNP não é uma pílula de emagrecimento milagrosa. É uma toxina letal", testemunhou Fiona Perry, mãe da estudante.

Tal como revela o comunicado emitido pela Interpol “Além dos perigos intrínsecos ao DNP, os riscos associados ao uso são também potenciados pelas condições de fabricação. Além de ser produzido em laboratórios clandestinos, sem normas de higiene e sem o conhecimento de especialistas, leva a que os consumidores fiquem expostos a um risco maior de overdose” . De salientar que a substância foi utilizada pela usada pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial, e era usada na fabricação de explosivos.

O primeiro registo de morte relacionado com o consumo de DNP aconteceu em 1938, quando um americano ingeriu o medicamente e temperatura corporal atingiu os 43,3 graus.

A substância leva a um aquecimento e aceleração do metabolismo que pode causar desde lesões na pele, cataratas, lesões no coração e no sistema nervoso central e morte.

 

O que é o 2,4 - Dinitrofenol

O 2,4-dinitrofenol (DNP'), é um composto orgânico, nitroderivado, de fórmula C6H4N2O5. É um veneno metabólico celular. Desacopla a fosforilação oxidativa através do transporte de protões através da membrana mitocondrial, levando a um rápido consumo de energia sem a geração de ATP.

Fonte: Wikipédia

 

Efeitos colaterais do dinitrofenol (DNP)

Os efeitos colaterais do 2,4-dinitrofenol (DNP), são febre alta, vômitos frequentes e cansaço excessivo que podem levar à morte. Trata-se de um pó químico amarelo que pode ser encontrado em forma de comprimidos e vendido ilegalmente para consumo humano, como termogênico e anabolizante.

Fonte: Tua Saúde

 

Sintomas de intoxicações com DNP

Os primeiros sintomas de contaminação com DNP (2,4-dinitrofenol) incluem dor de cabeça, fadiga, dor muscular e mal estar geral constante, que podem ser confundidos com estresse.

Se o uso do DNP não for interrompido, sua toxicidade pode provocar danos irreversíveis no organismo que levam ao internamento e até a morte, com sintomas como:

- Febre acima de 40ºC;
- Aumento do batimentos cardíacos;
- Respiração rápida e superficial;
- Náuseas e vômitos frequentes;
- Tonturas e suor excessivo;
- Intensa dor de cabeça.

O DNP, que também pode ser conhecido comercialmente como Sulfo Black, Nitro Klenup ou Caswell Nº 392, é um produto químico altamente tóxico utilizado na composição de pesticidas agrícolas, produto para revelação de fotos ou explosivos e, por isso, não deve ser utilizado para emagrecer.

Fonte: Tua Saúde

 

Leia abaixo a reprodução da nota publicada no dia 4 de maio

LYON, France – A global alert has been issued by INTERPOL for 2.4-dinitrophenol (DNP), an illicit and potentially lethal drug used as a dieting and body-building aid.

The Orange Notice warning about DNP, which is also used as a raw material for explosives, was published after one woman died in the UK and a French man was left seriously ill after taking the substance.

Under its anti-doping project, INTERPOL collaborated with the World Anti-Doping Agency (WADA) and received additional information from the global anti-doping organization after one of the WADA-accredited laboratories received a sample of the drug following a seizure in Australia.

Issued at the request of the French Ministry of the Interior’s Central Office for the Protection of the Environment and Public Health (OCLAESP - Office central de lutte contre les atteintes à l’environnement et à la santé publique), the alert has been circulated to law enforcement in all 190 member countries, and a public version has also been made available to help raise awareness.

Although usually sold in yellow powder or capsule form, DNP is also available as a cream. Besides the intrinsic dangers of DNP, the risks associated with its use are magnified by illegal manufacturing conditions.

In addition to being produced in clandestine laboratories with no hygiene regulations, without specialist manufacturing knowledge the producers also expose consumers to an increased chance of overdose.

In the 1930s DNP was used to boost metabolism and encourage weight loss, but it was taken out of circulation because of several deaths.

“We are appreciative that INTERPOL has issued this global warning on DNP. This is a perfect example of how crucial it is that law enforcement and anti-doping organizations continue to forge closer ties so that dangerous, and potentially fatal, substances such as DNP do not reach the hands of athletes,” said WADA Director General, David Howman.

As part of its close ties with WADA, and in cooperation with specialised national police and customs officers, INTERPOL’s anti-doping unit deals with both doping of high-level athletes, and the production and supply of banned performance enhancing drugs on the black market.

Each year INTERPOL coordinates Operation Pangea, an international week of action tackling the online sale of counterfeit and illicit medicines and highlighting the dangers of buying medicines online.

Bringing together customs, health regulators, national police and the private sector from countries around the world, key activities target the principal components used by illegal websites to conduct their trade – the Internet Service Provider (ISP), payment systems and the delivery service.

 

Por Fábio Reis para o Pfarma com informações da Interpol, Wikipédia, Tua Saúde e Blasting News.