Cápsulas de chá Lean Tea e suplementos são proibidos

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A venda das cápsulas de Chá Misto Solúvel fabricadas pela empresa americana Arnold Nutrition foi proibida no Brasil. O produto importado, Thermo Ripped Lean Tea, era comercializado sem o devido registro e em cápsulas, uma forma não convencional na área de alimentos.

Os alimentos comercializados em uma forma atípica do encontrado no mercado, ou ainda, em uma forma não registrada pela Anvisa, demandam testes de uso e registros sanitários específicos. No caso das cápsulas de chá Lean Tea, que se dissolviam em contato a água quente, seria necessário que tais testes comprovassem sua segurança e que o alimento fosse registrado pela Anvisa, antes mesmo de ser distribuído no Brasil.

A Agência levou em conta, também, dois outros quesitos do produto em questão. O primeiro ponto levantado foi em relação a concentração do chá. Os ingredientes que faziam parte do chá eram em quantidade muito acima do observado em uma dieta regular, um total de 500mg do extrato de chá verde e outros 500 mg do extrato de chá branco.

O outro quesito analisado pela vigilância sanitária foi o método de extração de um dos ingredientes usados no Lean Tea. O extrato aquoso de chá verde (“green tea powder extract), possuía um método de extração alcoólico, que deveria ser vistoriado por uma comissão técnica, uma vez que o método foi empregado em um novo produto alimentício.
A medida sanitária que proíbe a distribuição e o comércio do Chá Misto Solúvel em Cápsulas da Arnold Nutrition foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19/12) (http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=19/12/2016&jornal=1&pagina=89&totalArquivos=152).

A Anvisa determinou, inclusive, que a empresa brasileira Nutribands que distribuía o produto no Brasil, promova o recolhimento de todo o estoque no mercado do chá em questão.

 

Propagandas irregulares de suplementos são proibidas

Cerca de seis portais de comércio online tiveram propagandas de produtos e suplementos suspensas pela Anvisa. Todas as propagandas que atribuíam propriedades terapêuticas ou de saúde não autorizadas pela Agência sanitária, portanto, não poderão ser divulgadas tanto nas mídias virtuais quanto nas demais mídias.

As propagandas utilizadas nos portais eletrônicos estavam sob responsabilidade de duas empresas, a Natu Bell Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda e a Nutribands Ltda. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19/12).

Confira a medida na íntegra: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=19/12/2016&jornal=1&pagina=89&totalArquivos=152

Fonte: Anvisa