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Redes de drogarias de olho na bolsa E-mail
Escrito por Fábio Reis   
Qui, 11 de Março de 2010 13:52

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As quatro grandes redes de drogarias do país, Pague Menos, Drogasil, Drogaria São Paulo e Droga Raia, vão acelerar a expansão neste ano. Cada uma delas prevê abrir 40 lojas pelo menos, o que será um número recorde de inaugurações no varejo farmacêutico. Tanto a Pague Menos como a Drogaria São Paulo e a Droga Raia avaliam que este é um bom ano para engordar suas receitas para, então, lançar ações na Bovespa em 2011 ou 2012.

 

 

Das cinco grandes cadeias de farmácias, só a Drogasil é listada na bolsa. E o bom desempenho dos seus papéis encoraja os concorrentes. Nos últimos 12 meses, as ações da companhia valorizaram 226,8%, enquanto a cesta do Ibovespa avançou 89,4%.

 

 A euforia entre os empresários do varejo farmacêutico deve-se, basicamente, a dois fatores. Com o aumento da renda da população, o consumo de remédiçãos e produtos de higiene e beleza crescem a taxas de dois dígitos, acima de outros segmentos. E as grandes cadeias conseguiram ganhar mercado das pequenas drogarias - com a nota fiscal eletrônica e o regime de substituição tributária em São Paulo, o grau de sonegação de impostos diminuiu nos últimos dois anos, o que tirou a vantagem das farmácias que escapavam do fisco.

 

A expansão do varejo de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria foi de 11,8% em 2009, segundo o IBGE, enquanto o comércio de forma geral cresceu 5,9%.

 

As quatro grandes redes de farmácias cresceram ainda mais que o mercado, com uma expansão superior a 20% em 2009, e a previsão é de que, em 2010, esse forte ritmo seja mantido. Se confirmado esse cenário, as maiores cadeias de drogarias vão superar pela primeira vez na história a marca de R$ 2 bilhões de faturamento.

 

 A Pague Menos, de Fortaleza (CE), faturou R$ 1,87 bilhão em 2009, 20% mais do que em 2008, e obteve uma geração de caixa (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização - lajida) em torno de R$ 102 milhões. Francisco Deusmar de Queirós, controlador da rede, projeta uma receita de R$ 2,2 bilhões neste ano, quando prevê alcançar a marca de 400 lojas. "Pensamos em abrir o capital, mas só em 2012", diz o empresário, que quer chegar, para isso, a uma geração de caixa em torno de R$ 120 milhões ao ano.

 

Gilberto Martins Ferreira, que assumiu a presidência executiva da Drogaria São Paulo em outubro, afirma que, além de inaugurar um recorde de 40 lojas em 2010, outras 30 unidades serão reformadas. As vendas da rede cresceram 21% em 2009, totalizando R$ 1,72 bilhão, e Ferreira prevê uma expansão de 20% pelo menos neste ano. O lançamento de uma drogaria on-line também está nos planos para 2010, mas, se confirmado, sairia no segundo semestre.

 

Sobre a abertura de capital, o presidente da São Paulo responde que "2010 ainda não é um ano para isso". "Mas vamos pensar no assunto em 2011". A rede já audita balanços há oito anos. Em 2009, segundo Ferreira, a margem líquida de lucro foi de 2,1% no braço operacional. "As margens no varejo farmacêutico são muito justas", diz Ferreira, para quem não será o avanço dos hipermercados no setor que vai tornar o mercado mais competitivo.

 

As vendas brutas da Drogasil cresceram 35%, totalizando R$ 1,79 bilhão em 2009. Para 2010, a varejista anunciou planos de abrir 40 lojas em 2010. Em 2009, o lucro da rede foi de R$ 74,6 milhões, 46% maior que o de 2008.

 

A Droga Raia apresentou uma taxa ainda mais robusta de crescimento em 2009, de 39%. "Nós dobramos o faturamento em dois anos e duplicamos o nosso número de lojas nos últimos três anos", afirma Eugênio de Zagottis, vice-presidente comercial da rede, que prevê inaugurar 40 lojas e elevar as vendas em 30% em 2010. A abertura de capital é algo que a companhia considera fazer em 2011 ou 2012. "É difícil precisar quando", diz Zagottis.

 

O executivo não enxerga, porém, um grande interesse dos empresários do setor em vender suas redes no momento, as maiores cadeias pelo menos. "Há a oportunidade de crescer e valorizar as empresas", avalia Zagottis.

 

As informações são do Varlo Econômico

 
Hiperfarma amplia seus negócios com novas aquisições E-mail
Escrito por O Estado de S. Paulo   
Qui, 11 de Março de 2010 13:36

hypermarcasJá são 4 aquisições em apenas 4 dias

A Hypermarcas anunciou ontem a compra da Luper Indústria Farmacêutica, fabricante de medicamentos como Gastrol, Virilon, Dramavit, Blumel e Senareti. Segundo comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor estimado da compra é de R$ 52,161 milhões, dos quais 60% serão pagos à vista e o restante em cinco parcelas anuais.

 

A aquisição (da Luper) vem ao encontro dos objetivos estratégicos da companhia de aquisições de marcas e ativos no setor de medicamentos, complementando, assim, seu portfólio de similares e produtos isentos de prescrição médica, diz o comunicado. Segundo a Hypermarcas, o negócio inclui uma fábrica em São Paulo. A Luper, de acordo com demonstrativo de resultados não auditado para o exercício de 2009, apresentou receita bruta de R$ 44,6 milhões.

 

Essa foi a quarta aquisição anunciada pela companhia em quatro dias. Na noite de domingo, a empresa - uma das maiores representantes do setor de bens de consumo do Brasil - informou a compra da fabricante e distribuidora de hastes flexíveis, curativos, absorventes e algodões York, por R$ 100 milhões, e da empresa do segmento de higiene bucal Facilit, por R$ 79 milhões.

 

O pagamento pelos ativos da York será feito à vista e inclui todo o parque industrial da companhia. Já o negócio com a Facilit prevê o pagamento de 60% à vista e o saldo remanescente em cinco parcelas iguais, anuais e sucessivas.

 

Na sexta-feira, a companhia já havia divulgado a compra da fabricante de fraldas descartáveis Sapeka, por R$ 225 milhões à vista mais quase 6,8 milhões de novas ações de sua emissão, totalizando R$ 371 milhões - considerando o valor das ações na bolsa no encerramento do pregão de sexta-feira.

 

Com a compra da York, a Hypermarcas entrou no segmento de absorventes femininos e reforçou sua atuação no mercado infantil. Já a aquisição da Facilit - detentora da marca Sanifill, entre outras - levou a empresa a atuar também no setor de higiene oral. Em comunicado, a Hypermarcas havia dito que as aquisições integram a estratégia de ampliação do seu portfólio de produtos nos setores de beleza e higiene pessoal.

 

Consideradas essas quatro últimas aquisições, a Hypermarcas já acumula mais de 30 compras em nove anos de operação. Apenas no segundo semestre de 2009, a companhia adquiriu a Hydrogen, de produtos de higiene infantil, a marca de fraldas Pom Pom, as fabricantes de preservativos Inal e Jontex, além do laboratório Neo Química.

 

Os novos negócios, contudo, não devem parar por aí. Em fevereiro, a Hypermarcas, que abriu capital em 2008, anunciou uma oferta primária de ações cujos recursos serão destinados a novas aquisições. A expectativa é de que a oferta chegue a até R$ 1,25 bilhão.

 

Desde que foi fundada, em 2001, a Hypermarcas passou de fabricante de lãs de aço a um grupo que administra mais de 160 marcas - desde fraldas a lâminas de barbear, passando por adoçantes e remédios. Os investimentos agressivos em marketing também a colocaram no ranking das maiores anunciantes do País. A empresa investe 20% de seu faturamento em propaganda.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 
Cabo Verde: ARFA propõe vigilância de medicamentos na pós-comercialização E-mail
Escrito por Fábio Reis   
Qui, 11 de Março de 2010 13:30

arfa_agencia_regulacao_supervisao_produtos_farmaceuticosA Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), promove sexta-feira, na cidade da Praia, uma sessão de apresentação da proposta de sistema de vigilância de medicamentos na fase de pós-comercialização - VigiMed.

 

 

A monitorização de medicamentos na fase de pós comercialização é, segundo a ARFA, "um instrumento de extrema importância para se garantir a qualidade, eficácia e segurança, no uso racional de medicamentos no país", salvaguardando a saúde pública.

 

 A ARFA salienta em nota de imprensa que "vários estudos publicados por entidades credíveis e reconhecidas a nível mundial", nomeadamente a US Pharmacopeia e a OMS, recomendam aos países que não têm um controlo de medicamentos na fase de pré -comercialização ou métodos de Autorização de Introdução no Mercado (AIM) adequados que apostem num sistema de vigilância.

 

 Cabo Verde enquadra-se nessa linha de países e, de acordo com a Política Farmacêutica Nacional publicada em 2003 pelo Ministério da Saúde, "o país apresenta também grandes défices na monitorização de medicamentos na fase pós-comercialização, com impacto directo no sector farmacêutico e na qualidade da assistência em saúde prestada à população", refere a ARFA.

 

 A proposta pretende "clarificar a atribuição de competências entre os diversos intervenientes do sistema, de forma a assegurar a participação eficiente e efectiva" de todos os integrantes.

 

 De salientar que, além da apresentação da proposta elaborada por um grupo de trabalho criado em 2009, o encontro tem ainda como objectivo estabelecer as bases da implementação da Fase 1 do projecto-piloto do sistema de notificações e apresentar o sistema de informação desenvolvido.

 

 A Fase 1 do projecto-piloto tem como objectivo principal testar a implementação do sistema de notificações de suspeitas de reacções adversas e outros problemas relacionados com a qualidade dos medicamentos nas estruturas de saúde a nível nacional. O mesmo implica  dinamizar uma rede de gestores de risco, que nesta 1ª Fase serão integrados por técnicos designados pelas diferentes instituições, nomeadamente o Hospital Dr. Agostinho Neto, Hospital Dr. Baptista de Sousa, Hospital Regional de Santo Antão, Delegacia de Saúde de Santa Catarina/Hospital Regional Santiago Norte, Delegacia de Saúde da Praia/Centro de Saúde Achada Santo António, e diversas farmácias.

 

 De acordo com a ARFA, finalizadas as etapas do projecto-piloto, a proposta de vigilância de medicamentos na fase pós-comercialização será submetida aos trâmites de consulta pública.

 

 Esta sessão de apresentação antecede uma formação sobre Farmacovilância e Gestão de Risco, dirigida a profissionais de saúde das estruturas públicas e privadas envolvidas no projecto-piloto de implementação de sistema de notificações de suspeitas de reacções adversas e suspeitas de problemas de qualidade com medicamentos.

 

 A formação acontece a 10 e 11 de Março e conta com a presença de diversos intervenientes do sector, nomeadamente as autoridades, universidades, instituições de saúde pública e demais profissionais de saúde.

 

 A mesma está inserida no Plano de Acção da Formação 2009-2010 da ARFA, apresentado publicamente em Junho de 2009, e cuja implementação conta com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento (AECID), e com a colaboração da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED, I.P.).

 
Preços de medicamentos sofrem ajustes E-mail
Escrito por Fábio Reis   
Qui, 11 de Março de 2010 12:52

ajuste preço de medicamentosAjuste nos preços de medicamentos Chegam a 4,64%

 

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) divulgou, nesta segunda-feira (8), os índices para ajuste do preço de medicamentos no Brasil. A partir do próximo dia 31, os medicamentos comercializados no país poderão ser ajustados no percentual médio de 4,6%.

 

O ajuste de preços foi estabelecido para três faixas diferenciadas de medicamentos. Os percentuais, de até 4,83%, 4,64% e 4,45%, foram definidos segundo o nível de competição nos mercados, a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas. Confira os medicamentos presentes em cada uma das faixas.

 

Para calcular o ajuste do preço de medicamentos, a Cmed considerou o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o fator de produtividade. O próximo ajuste deve ocorrer em março de 2011.

Cerca de 20 mil apresentações terapêuticas serão atingidas pelo ajuste. Os medicamentos fitoterápicos, os homeopáticos e os de que trata a Resolução Cmed 5, de 2003  e a Resolução Cmed 3, de 2004 não são submetidos aos referidos percentuais de reajustes.

Lei

A fórmula de cálculo do reajuste de preço de medicamento no Brasil é definida pela Lei 10.742 / 2003. Essa norma também estabelece a Cmed como órgão responsável pela adoção, implementação e coordenação de atividades relativas à regulação econômica do mercado de medicamentos. Compõem a Cmed ministros e técnicos dos ministérios da Saúde, Justiça, Fazenda e Casa Civil da Presidência da República.

Penalidades

As penalidades para o descumprimento de atos emitidos pela Cmed estão previstas na Lei 8.078/1990.  As multas podem variar entre R$ 212,00 e R$ 3,2 milhões.

Confira a nota de divulgação do ajuste do preço de medicamentos na íntegra.

 
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