O papel do farmacêutico no tratamento de pacientes com asma

farmaceutico-asmaA asma é uma doença pulmonar de longo prazo que é causada pelo estreitamento das vias aéreas através da produção de muco excessivo e inflamação. A asma causa episódios recorrentes de chiado, aperto no peito, falta de ar e tosse. A tosse geralmente ocorre à noite ou no início da manhã. A asma afeta pessoas de todas as idades, mas na maioria das vezes começa na infância.


Quando as vias aéreas reagem, os músculos ao redor delas apertam, causando estreitamento das vias aéreas, logo um menor fluxo de ar para dentro dos pulmões. O inchaço também pode piorar, tornando as vias aéreas ainda mais estreitos. Células nas vias aéreas passam a produzir mais muco que o normal. O muco é um líquido pegajoso, espesso que pode estreitar ainda mais as vias aéreas. Essa reação em cadeia pode resultar em sintomas de asma. Os sintomas podem acontecer cada vez que as vias aéreas estão inflamadas.

 

Segundo o CFF

 

Em 2011, cerca de 177 mil pessoas foram internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da asma, sendo 77 mil, crianças com menos de 6 anos de idade. Desde o início do mês de junho, o Governo Federal garante, por meio do Programa Saúde Não Tem Preço, a distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da doença. Em um mês, o número de beneficiados pelo Programa passou de 46.379 para 71.607, em todo País.  O Conselho Federal de Farmácia (CFF) parabeniza a ação, mas alerta que somente a distribuição gratuita de medicamentos não garante o sucesso do tratamento. A orientação quanto ao uso correto dos medicamentos inalátórios é um dos serviços prestados pelo farmacêutico e pode contribuir para o controle da doença.

A Assessora Técnica do CFF e Mestre em Ciências da Saúde e Doenças Respiratórias, Josélia Cintya Quintão Pena Frade, explica que o tratamento farmacológico da asma pode ser realizado por três vias: oral, injetável ou inalatória. “A via inalatória é mais indicada, pois permite que com uma dose, o medicamento alcance as vias aéreas inferiores e inicie a ação de forma mais rápida”, afirma a farmacêutica.

Josélia Frade lembra que o tratamento da asma exige conhecimentos e habilidades para o uso correto dos inaladores – aerossol dosimetrado (“bombinha”), inaladores de pó e nebulizadores - por parte dos usuários e familiares, e um esforço educativo por parte dos profissionais de saúde. “A utilização incorreta pode resultar, por exemplo, em uma menor quantidade de medicamentos nas vias aéreas inferiores, contribuindo para um pobre controle da doença”, completa.

Para Josélia Frade é fundamental que o paciente com asma se oriente com o farmacêutico quanto ao uso correto do dispositivo inalatório, seja ele a “bombinha”, inaladores de pó ou nebulizadores. “E que o farmacêutico esteja atualizado para orientar o paciente da melhor maneira possível”, comenta Josélia Frade. 

Farmacêuticos interessados nas orientações sobre as técnicas no tratamento para a asma, podem acessar o “Caderno de Atenção Básica nº 25”, do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde. Nos anexos da publicação encontram-se as técnicas corretas para orientar os pacientes quanto ao uso de dispositivos inalatórios.


Informações do CFF por Larissa Coelho (estagiária de Jornalismo)