O papel social do farmacêutico

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A presença do farmacêutico permeia a história da humanidade. A busca por ervas e plantas curativas está presente desde as civilizações mais antigas. Há mais de 2.600 anos os chineses, por exemplo, já desenvolviam remédios extraindo drogas de diversas plantas para curar doenças.

Hoje além de ser capacitado para efetuar análises clínicas (exames), atuar na indústria alimentícia, testar as substâncias e estar diretamente envolvido na criação de novos medicamentos, o papel do farmacêutico passa pelo atendimento e aconselhamento da população. Muitas vezes, são estes profissionais que prestam a primeira orientação sobre os remédios, ainda no balcão das drogarias.

A professora associada da Universidade de Brasília (UnB) Dâmaris Silveira conta que o papel social do farmacêutico está justamente na orientação à população. "O profissional é treinado para garantir a utilização correta do medicamento. Não só orientar quando a dose, mas também evitar interações indesejáveis com outros remédios. Principalmente em populações com pouco acesso ao médico, o farmacêutico pode colaborar na promoção da saúde do grupo em agravos menores de saúde. Até mesmo orientar o uso mais racional do medicamento, evitando a automedicação", conta.

Este profissional da saúde é capacitado a orientar os pacientes, principalmente com o intuito de educar e instruir sobre todos os aspectos relacionados ao medicamento. Um bom diálogo com o farmacêutico colabora até na motivação do cumprimento do tratamento e pode auxiliar com a orientação sobre os efeitos adversos, validade do produto, posologia. Cabe a ele ainda, orientar, por exemplo, a substituição de um remédio pelo seu genérico de forma adequada.

A auxiliar administrativo, Luana Pinheiro, moradora do Distrito Federal, conta que a presença do farmacêutico é de grande ajuda em sua vida diária. "Quando preciso de algum medicamento, sei que posso me aconselhar com o farmacêutico. Muitas vezes, ele mesmo pode me orientar sobre como tratar sintomas mais simples, como um resfriado, uma indisposição estomacal ou sobre a forma correta de tomar algum remédio. Mas, é claro, sempre consciente que o diagnóstico cabe ao médico".

Na farmácia ainda é possível receber pequenos atendimentos como a aferição de pressão e da temperatura corporal. "A população não sabe que pode contar com o acompanhamento do farmacêutico durante o tratamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Por exemplo, se o paciente deseja incluir um chá para auxiliar o tratamento, o profissional pode verificar se isso não causará interferência com a medicação já prescrita pelo médico", destaca Dâmaris. O que pode, por exemplo, ser fundamental para pacientes, que além do medicamento habitual pode por meio do profissional treinado, obter mais informações sobre a doença. Ajudando a prevenir e tratar sintomas e distúrbios que não necessitam de uma consulta médica.

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde