Relato: Farmacêutico em Análises Clínicas

Profissão, aqui não dá para errar

Farmacêutico há sete anos, o bioquímico e dono de um laboratório de análises clínicas Fernando Vargas, 35 anos, conta como foi fazer o curso e avalia o mercado de trabalho.

Ele não está entre os cursos mais procurados, mas pode oferecer boas oportunidades de trabalho. A faculdade de Farmácia, que teve uma disputa de 4,32 candidatos por vaga no último vestibular da UFSC, abre portas para as mais variadas áreas, como indústria de alimentos, cosméticos e pesquisa.


Dados da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica apontam que, no Brasil, há 370 empresas brasileiras e estrangeiras que empregam cerca de 50 mil trabalhadores.

 

A ESCOLHA

"Meu pai é bioquímico também, tem mais de 40 anos de profissão. Ele já tinha laboratório, então entrei na faculdade visualizando essa chance de trabalho. Depois de formado, acabei tendo outras oportunidades e nem cheguei a trabalhar com ele."

 

A FACULDADE

"Fiz na UFSC, o curso é bem interessante, mas já mudou depois que eu saí. Antes, a gente fazia três anos e meio de Farmácia para depois fazer um ano e meio de Bioquímica. Hoje, é tudo junto."

 

PRECISA GOSTAR DE...

"Precisa ser muito dinâmico. É bom gostar de disciplinas biológicas, química (tem bastante química no curso), e também de anatomia, fisiologia."

 

MERCADO DE TRABALHO

"A área de análises clínicas está saturada. Com a automatização dos processos, um único farmacêutico dá conta de analisar centenas de exames. As vagas estão em laboratórios grandes. Mas o maior mercado está na análise de alimentos, água e ar. São nichos do desenvolvimento sustentável, por exemplo, no tratamento de afluentes. É uma profissão bem ampla."