O que os farmacêuticos devem saber sobre a Influenza A (H1N1)

O que os farmacêuticos devem saber sobre a Influenza A (H1N1)

 



Atualmente o mundo vive uma pandemia de gripe causada por um vírus Influenza A (H1N1) que nunca antes havia circulado entre seres humanos. Até 15 de julho, 122 países já haviam reportado 119344 casos confirmados da nova gripe, dos quais resultaram 591 mortes. No Brasil são 1175 casos e quatro mortes até o momento.

 

Letalidade
A letalidade mundial é de 0,50%, variando entre 0,11% (Filipinas) e 4,48% (Argentina).

 

Casos suspeitos
Os pacientes que apresentarem sintomas de gripe como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza devem procurar um serviço de saúde. O exame laboratorial não está mais sendo feito em todos os casos suspeitos.

 

Prognóstico
Tanto na gripe comum quanto na nova gripe a grande maioria das pessoas apresenta sintomas leves e evolui para a cura. Em ambos os casos, a taxa de letalidade média está em torno de 0,5%.

 

Prevenção
Ainda não estão disponíveis vacinas que previnam infecções pelo novo vírus, entretanto a Organização Mundial da Saúde já está trabalhando em parceria com os laboratórios farmacêuticos para o desenvolvimento de uma vacina contra a Gripe A. Mesmo não protegendo contra a nova gripe, as vacinas disponíveis contra a gripe sazonal continuam sendo importantes, principalmente em pacientes de alto risco.
Alguns hábitos podem ajudar a reduzir a transmissão do vírus:
- Lavar as mãos com frequência utilizando água e sabão ou produtos à base de álcool;
- Cobrir boca e nariz com um lenço quando tossir ou espirrar;
- Evitar contato com olhos, nariz e boca;
- Indivíduos com sintomas de gripe devem permanecer em casa e evitar ter contato com outras pessoas,
- Evitar contato próximo com pessoas que estejam apresentando sintomas de gripe.

 

Tratamento
O Ministério da Saúde adotou um protocolo com a utilização do antiviral oseltamivir (Tamiflu) no tratamento da Gripe A. Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas do início dos sintomas e aqueles com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o oseltamivir.
O medicamento não deve ser utilizado por conta própria, uma vez que o vírus pode se tornar resistente ao tratamento. Caso seja necessário, há matéria-prima disponível para a produção de nove milhões de tratamentos com o fármaco.

 

Consumo de carne suína
Não há evidência de que o consumo de carne suína transmita o vírus da Influenza A (H1N1).

 

Máscara
Há pouca informação disponível sobre a efetividade do uso de máscaras na comunidade para controlar a disseminação da gripe durante uma pandemia. Melhor do que confiar apenas na máscara é evitar o contato próximo com outras pessoas e aglomerações. Aqueles que não puderem evitar multidões podem considerar o uso de máscaras, que terão como objetivo proteger tanto quem as estiver vestindo quanto as outras pessoas.

 

Contatos
Disque Saúde: 0800-611997
Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde do Paraná (CIEVS): 0800-6438484 (das 8 às 18 horas). Atendimento 24 horas (Tel/Fax): (41)3330-4492 (41)3330-4492 ou 4493.

 

Fontes consultadas
Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde
Centers for Disease Control and Prevention

 

Elaboração
Centro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Regional de Farmácia do Paraná - CRF-PR