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Notícias Estudos e Pesquisas PESQUISADORES CEARENSES AJUDAM A DESENVOLVER 1º QUIMIOTERÁPICO BRASILEIRO

PESQUISADORES CEARENSES AJUDAM A DESENVOLVER 1º QUIMIOTERÁPICO BRASILEIRO

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Escrito por Fábio Reis   
Seg, 28 de Dezembro de 2009 07:38

A Universidade Federal do Ceará (UFC), através de parceria com outras instituições de ensino, desenvolve um chá que pode se transformar no primeiro quimioterápico do Brasil, para o tratamento do câncer. Estudos iniciais mostram que ela conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma doente terminal e foi eficaz no alívio de dores.

 

A planta, que é usada tradicionalmente em chás medicinais e nas populares “garrafadas”, encontrada nas regiões Norte e Nordeste. A avelós (Euphorbia tirucalli) produz uma seiva semelhante ao látex, que é tóxica e cáustica. Apenas as substâncias benéficas da planta são isoladas para a transformação em pílula, chamada de AM10.

 

A segunda fase da pesquisa avaliará 40 pacientes oncológicos de outras cinco instituições, entre elas o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e a Faculdade de Medicina do ABC. Será testada a atividade do princípio ativo nas células tumorais. As pesquisas são desenvolvidas pela UFC em parceria com o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

 

Mais:

• A avelós causa um processo chamado de apoptose celular, uma espécie de suicídio das células. Purificada, ela age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores.

• Se a eficácia da droga for comprovada nos próximos estudos, ela poderá se transformar no primeiro medicamento oncológico nacional.

• Tudo começou há seis anos, quando o empresário nordestino Everaldo Telles viu um parente melhorar após usar a planta para tratar um câncer. Ele decidiu investir em pesquisas e, com o farmacêutico Luiz Pianowski, iniciou a fase pré-clínica (testes em células de cultura e animais).

• Os outros pacientes tratados com avelós relataram melhora da dor. "Talvez a droga seja um bom analgésico, e não um anticancerígeno. Pesquisas desse tipo geram muita expectativa."

As informações são do jornal Folha SP.


 

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