Sindusfarma se manifesta a respeito do reajuste de preços dos medicamentos

sindusfarmaOs critérios adotados pelo governo para o cálculo do reajuste no preço dos remédios é questionado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), que afirma que as empresas ficam impedidas de repor o aumento de custos de produção.


"Mais uma vez, o governo aplicou um discutível cálculo de produtividade que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas", diz nota da instituição, distribuída à imprensa. Nesta quinta-feira a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou resolução no Diário Oficial da União na qual explica os critérios que devem ser utilizados. O reajuste pode ser no máximo de 6,31%.

De acordo com o Sindusfarma, a indústria farmacêutica enfrenta fortes pressões de custo desde 2011, "principalmente com pessoal, insumos e matérias-primas, majoritariamente importadas, cujas cotações internacionais subiram no ano passado e ficaram ainda mais elevadas por causa da desvalorização do real". Apesar de ter absorvido o impacto, até agora, o setor perdeu rentabilidade, informa o sindicato.

"A continuidade dessa situação vai afetar a saúde financeira das empresas, podendo comprometer o lançamento de produtos e os investimentos necessários ao desenvolvimento de medicamentos inovadores", diz a nota.

Pelo reajuste, medicamentos com participação de genéricos igual ou superior a 20% poderão ter reajuste de 6,31%. Já aqueles com participação de genéricos igual ou superior a 15% e abaixo de 20%, podem aumentar em 4,51% os preços. Aqueles com participação de genéricos abaixo de 15% podem subir 2,70%. De acordo com o Sindusfarma, "se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio ponderado será de 4,59%".

"Assim, como tem acontecido nos últimos anos, a variação de preços dos medicamentos ficará abaixo da inflação geral", diz o sindicato. Em 2012, segundo o Sindusfarma, os preços dos medicamentos subiram 4,11% em média, contra inflação de 5,84%, pelo IPCA.

O sindicato esclareceu, na nota, que o reajuste não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias. O período de ajuste nos preços dura de dois a três meses.