Venda de medicamentos registra alta de 5,5%

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De acordo com os dados do IMS Health, as vendas de medicamentos no segundo trimestre de 2014 tiveram um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. As unidades de medicamentos vendidas no segundo trimestre foram de aproximadamente 765,9 milhões contra 726 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O segundo trimestre apresentou um aumento de 5,75% no comparativo com os primeiros três meses deste ano. De janeiro a março o número de unidades vendidas foi de aproximadamente 724,3 milhões.

Segundo Geraldo Monteiro, diretor-executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) - entidade responsável pela distribuição de 19% das unidades de medicamentos vendidos no país -, "o crescimento do mercado farmacêutico está aliado ao crescimento da renda da população, melhor acesso ao consumo, e maiores investimento por parte da população nos cuidados com a saúde. Estes fatores permitem que a população tenha maior acesso aos medicamentos, possibilitando mais cuidados com a saúde e bem-estar".

Lei que regulamenta farmácias é aprovada na Câmara e Senado

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) analisa como positivas as resoluções previstas no Projeto de Lei 4.385/94, que disciplina a assistência farmacêutica. 

Um dos maiores destaques do PL é a determinação da presença de farmacêutico responsável durante o horário de funcionamento da farmácia.

- É uma vitória não só para a categoria farmacêutica - que tem a sua profissão valorizada -, mas também para o consumidor que, agora, poderá contar com o serviço de qualidade e perícia de um profissional no tempo em que ele precisar - afirma Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma. A redação original previa a permanência parcial do responsável no estabelecimento, além de não exigir que esse profissional tivesse formação de nível superior.

A nova redação aprovada também permite às farmácias e drogarias oferecerem os não medicamentos, a exemplo de produtos de higiene e beleza.

- Esses estabelecimentos, além de cumprirem seu papel de assistência à saúde, também atendem os clientes que, por conveniência, encontram ali outros produtos para seu bem-estar e, ainda, assistência especializada para fazer essa compra. A disposição dos deputados em ponderar essa questão demonstra o entendimento da vontade do consumidor - analisa Barreto.

Fonte: Monitor Mercantil