Consumo de genéricos pode dobrar até 2011

Os medicamentos genéricos possuem o mesmo princípio ativo do medicamento de referência e preços em media 35% mais acessíveis. Se estivéssemos falando de um bem de consumo certamente a popularidade dos genéricos seria ainda maior. A falta de conhecimento por parte de uma parcela da população ainda faz com que os genéricos tenham uma parcela de rejeição pelo usuário de medicamentos.

Todo o medicamento genérico é testado em centros de pesquisas nacionais e internacionais com testes de bioequivalência e biodisponibilidade antes de terem a certificação da ANVISA e Ministério da Saúde para serem comercializados no país. Estes rígidos processos fazem com que o medicamento de referência seja legalmente intercambiável pelo medicamento genérico. Esta nova vertente farmacêutica que proporciona uma democracia de consumo, infelizmente ainda é vista sob olhares de desconfiança por muita gente.

A realidade é que se existe o desconhecimento por parte da população e até a falta de crença nos medicamentos genéricos, na prática isto pode representar uma generosa fatia do mercado a ser explorada. Cada vez mais a população vem confiando nos medicamentos genéricos e aprendendo mais sobre estes produtos. Em 1999, quando o Laboratório Teuto largou na frente como pioneiro na fabricação dos genéricos no mercado nacional, o desconhecimento era muito maior, já que estaria naquele momento nascendo um novo segmento no setor para disputar um consumidor já acostumado com os medicamentos de referência.

Com o passar do tempo as pessoas começaram a ter acesso aos genéricos e estão a cada dia aprovando mais e mais sua eficácia através de informação e do uso dos medicamentos em seus tratamentos e essa tendência de crescimento se mostra irreversível.

Há 10 anos foi estabelecida a lei que regulamenta os medicamentos genéricos no Brasil, neste período pode-se dizer que eles vêm dando passos largos para se consolidarem no mercado. De acordo com a Pró–Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Genéricos no Brasil), hoje os genéricos representam 18% do mercado farmacêutico e movimentam cerca de 2 US$ bilhões por ano. Segundo Italo Melo, gerente de trademarketing do Laboratório Teuto, esse mercado tem um enorme potencial de crescimento, já que em países com mercados maduros como na Europa os genéricos já representam ate 60% do mercado total de medicamentos.

Hoje o Teuto conta com os principais princípios ativos comercializados e é um dos campeões de vendas nas farmácias de todo o país, se estabelecendo como um dos principais players desse mercado. O Laboratório Teuto investe 7% do faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento com objetivo de fortalecer ainda mais a linha de genéricos e novas drogas, conta com parcerias com universidades e centros de pesquisa em todo o mundo para oferecer um portifólio atualizado e alinhado com as necessidades do mercado. Encerra Ítalo Melo

A estimativa do Laboratório Teuto é que nos próximos anos com a quebra de patentes de produtos com grande volume de vendas esse mercado ganhe musculatura, aumentando substancialmente sua parcela no mercado, alcançando um total de 35% dos medicamentos farmacêuticos em geral. Crescimento que é defendido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com Dirceu Raposo, vice–presidente do órgão, é preciso maior divulgação por parte dos próprios laboratórios e que médicos e hospitais orientem os pacientes que qualquer um dos dois medicamentos, o genérico e o de referência podem atender a necessidade do tratamento.


Comentários  

# Eder de Souza 09-03-2011 20:03
Boa noite, eu gostaria de trocar informações e fazer parte da comunidade