Farmacêuticas nacionais investem 538 milhões em pesquisas

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Embora a economia brasileira apresente sinais de recessão, queda na produção industrial e retração nos investimentos, as empresas farmacêuticas de capital nacional investiram neste primeiro trimestre R$538 milhões em pesquisa e desenvolvimento. O valor é 52% superior aos R$258,2 milhões investidos em igual período do ano passado.

O levantamento é do Grupo FarmaBrasil, entidade que representa a indústria farmacêutica nacional de pesquisa, formada pelas empresas Aché, Biolab, Bionovis, Cristália, EMS, Eurofarma, Hebron, Libbs e Orygen.

Os investimentos forram alocados em projetos para o desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos, em especial, os biossimilares, que começarão a ser produzidos no Brasil a partir das PDPs, Parcerias de Desenvolvimento Produtivo, firmadas entre as empresas, o Governo Federal e laboratórios públicos. O objetivo é garantir o desenvolvimento local de drogas estratégicas para controle de custos do sistema Único de Saúde. Também entram nessa conta investimentos para drogas sintéticas e fitoterápicas, destinadas ao varejo farmacêutico, incluídas nos pipelines destas empresas.

De acordo com Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, a evolução dos investimentos se justifica pelo fato de que muitos destes projetos em biotecnologia começam a sair do papel e algumas empresas já iniciam pesquisas clínicas, desenvolvimento de produtos, além da construção de plantas industrias apropriadas para a produção destas drogas de alta complexidade. “Trata-se de uma nova fronteira para a indústria brasileira de medicamentos. A própria consolidação das plantas produtivas já requer investimentos em pesquisas, pois estamos trabalhando com tecnologia que ainda não tínhamos nenhum know how”, explica.

O setor farmacêutico é um dos únicos setores que apresentaram crescimento que atingiram a casa dos dois dígitos no primeiro trimestre de 2015 na economia brasileira. O mercado farmacêutico total registrou crescimento de 11% em volume de unidades vendidas.

Já as associadas ao Grupo FarmaBrasil apresentaram evolução acimada da média do mercado, 12,06%. As empresas representadas pela entidade comercializaram 791,2 milhões de unidades, enquanto que entre janeiro e março de 2014 foram comercializadas 702,5 milhões.

O valor movimentado com as vendas das 8 empresas que compõem a entidade atingiu a marca de U$5,8 bilhões, o que corresponde a 21% do total registrado pelo varejo brasileiro no 1º trimestre de 2015. A evolução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 5,4%.

O market share das associadas ao GFB atingiu a marca de 27,7% enquanto que no mesmo período do ano passado era de 27,01%. As informações, extraída da base de dados do IMS Health, se referem apenas às vendas no varejo, excluindo o mercado institucional, que engloba vendas ao mercado público.

 

(Redação – Agência IN - Investimentos e Notícias)