Anfarmag manifesta que proibição de medicamentos emagrecedores dificultará tratamento da Obesidade

anfarmag-sibrutaminaA Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais) manifesta-se sobre a proposta de proibição de medicamentos emagrecedores( como sibrutamina, anfepramona, femproporex e mazindol) anunciada no dia 16 de fevereiro (quarta-feira), pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A possível medida representa a proibição de todo um grupo terapêutico e como consequência dificultará o acesso ao tratamento da obesidade no país.


O resultado da medida é preocupante, pois esses medicamentos não serão mais de acesso à população e tornando-se ilícitos poderão trazer ainda mais problemas de saúde pública. “Não é necessário banir todo um grupo terapêutico e deixar os pacientes sem nenhuma opção, mas sim aumentar o controle”, comenta Maria do Carmo Garcez, presidente nacional da Anfarmag.

As farmácias magistrais trabalham de acordo com a RDC 58/2007 que estabeleceu o controle sobre os anorexígenos e enviam mensalmente a movimentação das prescrições/notificações de anorexígenos de acordo com a regulamentação sanitária vigente.

O controle on-line estabelecido pela RDC 27/2007, ao qual os associados da Anfarmag aderiram maciçamente, já tem demonstrado redução substancial da prescrição destes produtos. Manter o rigor nos controles já existentes, garantindo o acesso aos pacientes que realmente precisam do tratamento com medicamentos é medida mais prudente.

Dentro deste assunto há uma questão social importante. O acesso a tratamentos eficazes e de baixo custo para milhões de brasileiros vítimas da epidemia de obesidade e que não tem acesso a métodos mais sofisticados como a cirurgia bariátrica, por exemplo, vem sendo prejudicado por uma sucessão de medidas que pretendem banir do mercado os medicamentos livres de direitos de patente.

O Brasil constitui-se hoje no mercado de maior potencial de crescimento para medicamentos, sejam legais ou ilegais. E a principal disputa está no segmento dos medicamentos dedicados aos cuidados contra a obesidade. Oficialmente, o Ministério da Saude reconhece pelo menos 13% dos 180 milhões de brasileiros como obesos; e 43% com sobre-peso. Extra-oficialmente, pode-se estimar que 42 milhões de adultos precisem adotar medidas contra esta doença crônica.

 

Fonte: Fator Brasil