Bahiafarma vai voltar a produzir medicamentos

bahiafarmaO Ministério da Saúde, por meio do Grupo Executivo do Complexo Industrial em Saúde (Gecis), anunciou em Salvador o início das atividades da Fundação Baiana de Pesquisa Científica, Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma). Paralisada em 1999, a empresa pública volta a atuar na produção de medicamentos para o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, o ministro Alexandre Padilha firmou quatro novas parcerias público-privadas (PPPs) para a produção de medicamentos para doença renal crônica, esclerose lateral amiotrófica, artrite reumatóide e hiperprolactinemia (excesso de produção do hormônio feminino prolactina). O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, esteve presente. A Fundação integrará a parceria.


No ato de restabelecimento da Bahiafarma foi assinada autorização para a produção inicial de dois medicamentos: sevelamer (doença renal crônica e degenerativa) e cabergolina (tratamento da hiperprolactinemia). Esses produtos serão produzidos pela Bahiafarma, juntamente com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e a empresa farmacêutica Cristália. Os acordos contarão com recursos do Ministério da Saúde e do governo da Bahia. Nesta ação, está previsto o acompanhamento da gestão dos recursos que serão liberados conforme o cumprimento do cronograma nos próximos cinco anos (até 2015). As PPPs fortalecem a indústria nacional e contribuem para tornar o país independente do mercado internacional de medicamentos e insumos.

“O ano de 2011 é um marco para concretizarmos a transformação da estrutura produtiva e de inovação em saúde no país. Com esta iniciativa, ampliaremos e melhoraremos o acesso da população a medicamentos e a outros produtos para a saúde”, reforça o coordenador do Gecis e secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. O convênio com a fábrica baiana prevê a transferência de todo ciclo tecnológico (desde a produção do fármaco até o produto final). A iniciativa possibilita a instalação de um novo produtor público no mercado da saúde. A medida também contribui para a descentralização da produção nacional da indústria farmacêutica e farmoquímica para a região nordeste do país.

Também na Bahia foram assinados acordos do Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM), em conjunto com a Cristália, para a produção de medicamentos para artrite reumatóide (leflunomida) e esclerose crônica e degenerativa (riluzol). As quatro parcerias anunciadas na Bahia fortalecem o complexo industrial brasileiro e incentivam a transferência de tecnologia de todo o processo, com produção local de fármacos, que atendem ao SUS e que serão exportados para o mercado internacional. Além de promover uma economia estimada de R$ 20 milhões, nos próximos cinco anos.

O Ministério da Saúde já aprovou 28 parcerias que abrangem a produção de 29 produtos finais, sendo 28 medicamentos e o método contraceptivo DIU (para nove grupos de doenças) e 31 parceiros - 10 laboratórios públicos e 21 privados -, além da produção de vacinas e estratégias de negociações para viabilizar o acesso. Essas iniciativas decorreram em compras de R$ 3,5 bilhão/ano e economia de R$ 1,2 bilhão/ano em recursos com inovação tecnológica e na gestão.

De acordo com o secretário Carlos Gadelha, a intenção do grupo é participar mais ativamente do processo de reestruturação do marco regulatório em saúde, na perspectiva de aprimorar o uso do poder de compra do SUS, ampliar as parcerias e potencializar os investimentos em inovação tecnológica. “Com isso, aumentaremos a autonomia brasileira na produção, no desenvolvimento e na inovação de produtos estratégicos.” explica.

Em abril de 2011, quatro parcerias foram assinadas para a produção de novos medicamentos no tratamento de doenças como Parkinson, Aids, artrite reumatóide e doença de Crohn (veja tabela abaixo). Os acordos firmados foram realizados pelos laboratórios Farmanguinhos e o privado Bristol Myers/Nortec, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e o Merck Sharp & Dohme (MSD) /Nortec, a Fundação para o Remédio Popular (Furp) e o Boehringer/Nortec, e o Instituto Vital Brazil (IVB) e a PharmaPraxis. Assim, somente em 2011, foram aprovados oito medicamentos que vão representar compras públicas no valor de R$ 460 milhões por ano e resultarão em uma economia de R$ 720 milhões no decorrer de cinco anos.

A Bahiafarma atuará, ainda, na pesquisa científica, no desenvolvimento tecnológico e no fornecimento de medicamentos para entidades que integram o Sistema único de Saúde (SUS). A empresa vai funcionar em diferentes polos produtivos da Bahia – inclusive em Salvador – produzindo, inicialmente, o sevelamer e o cabergolina. Os dois medicamentos atenderão a 100% da demanda nacional. Uma das empresas parceiras do projeto (a ITF Farmacêutica) está localizada no Polo de Camaçari, refletindo uma ação regional integrada.

Serão produzidos 64 milhões de unidades/ano de sevelamer, durante os cinco anos da parceria (até 2015). E o cabergolina, terá produção de 1.150.000 unidades /ano, também até 2015. No encontro na Bahia, também será discutido o poder de compra do Estado e a articulação da infraestrutura da pesquisa clínica e pré-clínica das principais instituições do país que recebem investimentos do governo federal.

Fonte: Fiocruz Notícias

Comentários  

# Filipe Palmeira 17-03-2012 20:32
parceria aprovada, contratos assinados, e chegamos em 2012 e nada de funcionamento da empresa, alguém saberia informar a quantas anda o processo ?
# Reinaldo Pinheiro 23-02-2013 22:20
Fiz parte do quadro desta empresa durante seis consecutivos anos e ainda me sinto como se estivesse nela.parabens Sr.secretário e parceiros esse é um serviço que vai trazer grandes bemeficios para a população.
# ubiraci ferreira da 23-06-2013 11:59
Att. BahiaFarma

Bom dia

Gostaria de uma informação como devo proceder para que eu possa comprar o medicamentos,La mitor de 50 mg e o Topiramato ded 35 mg e qual e o valor.

Atenciosamente
Ubiraci Silva