crf-rondonia-roPrecisa se de farmacêutico. Nas faixas estampadas em frente a duas drogarias da avenida Calama em Porto Velho o problema que tornou um impasse entre as categorias dos empresários de farmácia e os farmacêuticos. Sem negociações as duas categorias vão a Justiça para decidir o piso salarial dos farmacêuticos em Rondônia. O Sindicato das Farmácias e Drogarias de Rondônia (Sinfarmácia) aceita pagar R$ 2 mil, já o Sindicato dos Farmacêuticos quer R$ 4 mil, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar que o profissional fique no estabelecimento de saúde por oito horas (horário comercial).

 


Segundo o Sindicato de Farmácias e Drogarias do Estado de Rondônia (Sinfarmácia), com o impasse na Capital a falta de farmacêutico chega a 50% dos estabelecimentos. De acordo com o vice presidente do Sinfarmácia, Hermenegildo Carvalho Filho, a falta de profissionais virou um problema quando o Conselho Regional de Farmácia dos Estados de Rondônia e Acre fixou piso salarial para os farmacêuticos de R$ 4 mil por oito horas de trabalho. "A maioria das drogarias e farmácias não têm como pagar esse salário, sendo uma questão imposta pelo CRF, quando deveria ser feito pelo sindicato dos farmacêuticos que ainda não foi nem formado no Estado".

 

Outro ponto para falta de profissionais nas drogarias é a pouca mão-de-obra qualificada, que segundo Filho, quem está no mercado estadual optam por trabalhar em laboratórios e nos órgãos públicos. "O horário coincide com o comercial de oito horas exigido (das 8 horas ao meio dia e das 14 às 18 horas), então dificilmente alguém quer trabalhar no balcão das farmácias". A dificuldade em encontrar gente está levando os donos de farmácias a serem multados pelo CRF. "A advertência e a multa causam desconforto aos proprietários que estão à procura de profissionais para colocar nas farmácias e o jeito está sendo procurar gente de outros estados para trabalhar", explicou.

 

A presidente do Conselho Regional de Farmácia RO/AC, Ana Caldas rebateu as acusações do Sinfarmácia e disse que tem farmacêutico suficiente para atender a demanda no Estado. "Mão de obra existe, na verdade não tem é um salário compatível para os profissionais trabalharem oito horas, os proprietários querem pagar dois salários mínimos para os farmacêuticos e isso não dá", alegou. "Sobre a fixação do piso não fomos nós que fixamos, foi o sindicato que exigiu", completou

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Para o presidente do Sindicato dos farmacêuticos de Rondônia, Antônio de Paula Freitas Júnior não falta mão de obra, o problema acontece por conta de onze estabelecimentos farmacêuticos na Capital que não querem pagar o piso estabelecido. "Existe profissional suficiente para atender a demanda. Em Porto Velho tem 239 profissionais e mais farmacêuticos são formados pelas faculdades durante o ano todo. Na capital são 136 estabelecimentos no ramo de farmácia, mas somente onze estão brigando para não pagar o piso. Para se ter uma idéia 35% das empresas pagam o piso e a média em geral paga R$ 3.800. Apenas um pequeno grupo insiste em querer não pagar", criticou.

 

Este Texto foi escrito por Romeu Noé para http://www.ariquemesonline.com.br