Até a última quinta-feira (17), a Vigilância Epidemiológica do Estado registrou 1.064 casos de dengue. Teresina é a cidade com mais notificações: 362 casos. Apesar de ser uma doença aparentemente leve, cujos sintomas geralmente assemelham-se aos da gripe comum, a dengue pode desenvolver quadros graves que podem resultar em morte.


De acordo com o farmacêutico Roberto Gomes, diretor tesoureiro do Conselho Regional de Farmácia do Piauí, os medicamentos utilizados contra dengue seguem preferencialmente tratamento sintomático. Portanto, os medicamentos aliviam os sintomas mas não curam a doença. Dessa forma, geralmente utilizam-se paracetamol e dipirona sódica (ambos antitérmicos e analgésicos) para combater a febre e as dores no corpo.

Entretanto, algumas pessoas, por considerarem a dengue uma doença leve ou por confundi-la com a gripe comum, não procuram médico ou posto de saúde para receberem as orientações a respeito do tratamento correto da doença. Assim, aos primeiros sintomas, compram remédios por conta própria, sem saber que isso pode agravar o quadro da doença ou até levá-las à morte.

O vice-presidente do CRF-PI, Dr. Mário Abel Lima Barros, alerta que medicamentos a base de ácido acetilsalicílico ou antitrombóticos e anticoagulantes não devem ser usados para redução de sintomas, pois podem induzir sangramentos. “Ademais, pacientes com histórico de doenças renais e crônicas devem ter acompanhamento mais especial ainda, pois os medicamentos podem levar a uma sobrecarga dos órgãos que já estão debilitados, como rins e fígado, provocando uma piora e risco maior de morte”, acrescenta o farmacêutico.

Logo a aquisição de medicamentos tanto para combater sintomas da dengue ou qualquer outra doença deve ser precedida por uma consulta médica para que o paciente possa ser avaliado de forma completa e corretamente diagnosticado.

Os estabelecimentos que vendem ou distribuem estes medicamentos devem ter o profissional farmacêutico para orientar o paciente sobre os devidos cuidados e recomendações sobre a melhor forma de administrar o remédio.

“É pensando dessa forma que a VISA e o Estado, juntamente com o CRF-PI, vem tentando cada vez mais dificultar a automedicação e cumprindo o seu papel de guardador da saúde da população regulando o mercado farmacêutico para não transformá-lo em um simples comércio” conclui Roberto Gomes.

 

Fonte: Jornal 180 graus