Doenças não-transmissíveis são responsáveis por dois terços das mortes globais

dnt-doenca-nao-transmissivelA Vice-Secretária-Geral da ONU, Asha-Rose Migiro, pediu nesta segunda-feira (20/06) que governos e indivíduos se unam à luta contra as doenças não-transmissíveis (DNT), responsáveis por quase dois terços das mortes globais a cada ano, e que podem estar relacionadas ao tabaco, à poluição, à alimentação e à falta de exercícios.
 
Participando do fórum intitulado “O Caso Econômico e Humano de Tratar urgentemente as Doenças Não-Transmissíveis”, Migiro disse que a ONU e seus parceiros vão realizar em conjunto uma campanha para “promover o exercício, reduzir o consumo excessivo de álcool e diminuir o uso de produtos com tabaco”, e ressaltou a importância de que a mudança de hábito deve partir de cada um.
 
Ela lembrou também que os governos e o setor privado têm um papel importante para desempenhar nesta campanha. “Os governos (…) podem elevar o custo dos hábitos que não são saudáveis e podem fortalecer os cuidados de saúde para as pessoas com DNT, além de financiar pesquisas.” Em relação ao setor privado, a Vice-Secretária-Geral disse que as empresas devem agir com responsabilidade ao designar produtos para crianças, ou ajustar a composição dos alimentos de forma a incluir ingredientes mais saudáveis.
 
Migiro alertou para a rotulação errônea das DNT como “doenças de abundância” – que afetam pessoas com dinheiro suficiente para comprar alimento, bebidas alcoólicas, tabaco e que não trabalham muito. “Certamente isto corresponde a alguns dos casos, mas não a maioria”, afirmou. “Países pobres sofrem com uma taxa de 80% de mortes causadas por doenças não-transmissíveis. Mães pobres mal nutridas durante a gravidez têm mais chances de ter filhos propensos a desenvolver DNTs”, completou.


Nota da Redação:

Os Farmacêuticos são os profissionais que possuem maior contato com os pacientes. E em alguns países esse é um dos fatores que levaram aos governos tomarem medidas e tornar estes profissionais os guardiões da saúde da população.

Em alguns países os farmacêuticos são responsáveis por monitorar os níveis de colesterol e triglicerídeos e também os que já são regulamentados no Brasil como glicose e pressão arterial. Esta ação dos farmacêuticos contribuem significamente para reduzir as DNTs.

Fonte: ONU