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Oferta de 200 milhões de doses foi feita por supostos representantes de grupo farmacêutico que apresentaram credenciais falsas

 

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (25) uma operação para investigar um grupo suspeito de negociar uma falsa oferta de doses de vacinas contra a covid-19 ao Ministério da Saúde.

Segundo a PF, a investigação, batizada de Taipan, apurou que foram oferecidos ao ministério e também a outros gestores públicos 200 milhões de doses em nome de um grande consórcio farmacêutico.

A polícia cumpre sete mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Distrito Federal.

“As investigações, iniciadas a partir de notícia encaminhada à PF pelo próprio Ministério da Saúde, apontam que ao menos dois indivíduos, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas”, informou a Polícia Federal.

Pela falsa oferta de vacinas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato em face de entidade pública, associação criminosa, falsificação de documento particular (art. 298, CPB) e falsificação de produto destinado a fins medicinais.

 

Polícia Federal desarticula grupo criminoso responsável por falsa oferta de venda de vacinas para o Ministério da Saúde

 

A PF informa que todos os 7 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. As ações ocorreram nos municípios de Vila Velha/ES (5 mandados) e Paracatu/MG (2 mandados). Foram apreendidos computadores, celulares e documentos. O material será analisado juntamente como outros dados da investigação que, até o momento, aponta uma tentativa de golpe, sem qualquer perspectiva quanto à efetiva existência e entrega de vacinas.

As investigações, que foram iniciadas a partir de notícia encaminhada à PF pelo próprio Ministério da Saúde, apontam que ao menos dois indivíduos, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas.

Além do Ministério da Saúde, identificou-se que a oferta fraudulenta também era feita a outros gestores públicos.

Estão sendo cumpridos, pela PF, sete mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Os fatos apurados amoldam-se aos crimes de associação criminosa (art. 288, CPB), estelionato em face de entidade pública (art. 171, §3º, CPB), falsificação de documento particular (art. 298, CPB) e falsificação de produto destinado a fins medicinais (art. 273, CPB).

 

 

Com informações da Agência Brasil e da Polícia federal