coronavirus microscopia

Artigo demonstra evidência de aumento das taxas de contaminação por variantes do coronavírus SARS-CoV-2 em indivíduos vacinados com a vacina da Pfizer BNT162b2-mRNA sem esquema de imunização completo.

 

 

Um artigo publicado por pesquisadores israelense na Nature nesta segunda-feira (14/06), apresenta informações preocupante quanto a redução da eficácia da vacina contra as variantes Alfa (antiga B.1.1.7, identificada no Reino Unido) e Variante Beta (antiga B.1.351, identificada na África do Sul).

O artigo de Talia Kustin, Noam Harel e outros pesquisadores diz que a vacina da Pfizerde mRNA BNT162b2 é altamente eficaz contra SARS-CoV-2. No entanto, existe o receio de que as variantes de preocupação (VOCs) podem escapar da proteção da vacina, devido à evidência de neutralização reduzida dos VOCs B.1.1.7 e B.1.351 por soros de vacina em ensaios de laboratório.

Foi realizado um estudo de coorte pareado para examinar a distribuição de VOCs em infecções de vacinados com mRNA BNT162b2 de Clalit Health Services (Israel) usando sequenciamento genômico viral.

Analisando 813 sequências do genoma viral de esfregaços nasofaríngeos, os pesquisadores acharam que os vacinados com teste positivo para covid-19 pelo menos 7 dias após a segunda dose foram desproporcionalmente infectados com B.1.351, em comparação com os controles. Aqueles com teste positivo para covid-19 entre 2 semanas após a primeira dose e 6 dias após a segunda dose foram desproporcionalmente infectados por B.1.1.7.

Essas descobertas sugerem redução da eficácia da vacina contra ambos os VOCs dentro de janelas de tempo específicas. Nossos resultados enfatizam a importância de rastrear rigorosamente as variantes virais e de aumentar a vacinação para prevenir a disseminação de VOCs.

Confira o artigo publicado na Natura em https://www.nature.com/articles/s41591-021-01413-7