coronavirus microscopia

 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante Delta foi registrada pela primeira vez na Índia em outubro de 2020 e, desde então, tem sido confirmada ao redor do planeta. Até o início de agosto, ela foi descoberta em mais de 130 países e regiões. A OMS a incluiu em sua lista de “variantes de preocupação”, que são consideradas potencialmente mais perigosas entre todas as variantes conhecidas.

Acredita-se que a variante Delta seja mais infecciosa que as cepas originais e a variante Alfa, que foi identificada pela primeira vez no Reino Unido. Um estudo apresentado no Japão em uma reunião do painel de especialistas do Ministério da Saúde, em 21 de julho, sugeriu que a variante Delta é 1,87 vez mais contagiosa que as cepas originais e 1,3 vez mais contagiosa que a variante Alfa. Outros estudos, tanto no Japão como no exterior, também mostram que a variante Delta é por volta de duas vezes mais infecciosa que as cepas convencionais e aproximadamente 50% mais infecciosa que a variante Alfa.

A Organização Mundial da Saúde afirma que uma pesquisa conduzida por um grupo de cientistas chineses mostrou que o volume de vírus detectado em pessoas infectadas pela variante Delta é 1.200 vezes maior que aquelas afetadas por cepas convencionais. Esta descoberta pode ter alguma relação com a alta infectividade da variante.

O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão, por sua vez, estimou, em 26 de julho, que a variante Delta perfazia cerca de 80% das infecções por coronavírus em Tóquio e nas províncias vizinhas de Saitama, Chiba e Kanagawa até o final do mês de julho, ao passo que perfazia em torno de 40% nas províncias de Osaka, Kyoto e Hyogo.

 

A variante Delta do coronavírus causa doença mais grave?

Ainda não está claro se a variante Delta causa doenças mais graves. No entanto, a Organização Mundial da Saúde diz que um estudo no Canadá que analisou dados de mais de 200 mil casos de coronavírus verificou que a variante Delta aumentou o risco de hospitalização em 120%, a admissão nas UTIs em 287% e o risco de morte em 137% em comparação com as cepas originais.