campanha vacina influenza

Em uma coletiva de imprensa em Genebra, uma especialista da OMS contou a jornalistas que a escassez de seringas é uma possibilidade real. "Com a capacidade de fabricação global de cerca de seis bilhões de seringas de vacinação por ano, é evidente a deficiência que teremos de mais de um bilhão em 2022, se mantermos a produção no ritmo usual”, alertou.

Mais de 6,8 bilhões de doses da vacina da COVID-19 são administradas globalmente por ano, quase o dobro do número de vacinas rotineiras entregues anualmente. Caso os produtores não mudem o ritmo de fabricação, o mundo pode lidar com a escassez de um bilhão de seringas. Como consequência, uma geração de crianças corre o risco de perder as vacinas programadas.

A OMS também alertou que reutilizar seringas mesmo depois de esterilizadas não é recomendado, uma vez que bactérias podem continuar presentes. Além disso, as seringas estão mais suscetíveis a atrasos na entrega, porque ocupam 10 vezes mais espaço que a vacina em si.

 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, na última terça-feira (09), que os esforços para aumentar a produção de vacinas contra a COVID-19 devem estar aliados ao acesso às seringas necessárias para realizar a aplicação. Há a possibilidade de carência de seringas para campanhas de imunização regulares no próximo ano.

Baseado no cenário no qual por volta de sete bilhões de pessoas precisam de duas doses das vacinas entre o momento presente e 2023, a agência da saúde da ONU alertou que, a menos que os produtores acompanhem o processo, a humanidade está vulnerável a uma escassez de um bilhão de seringas. A especialista da OMS para o Acesso a Medicamentos e Produtos de Saúde, Lisa Hedman, também avisou que uma geração de crianças pode perder vacinas programadas.

Sem espaço para atalhos - Lisa Hedman disse que “quando você pensa sobre a magnitude do número de injeções para responder a pandemia, não há um espaço que nós possamos criar atalhos, ter escassez ou nada nesse sentido, somente um segurança total dos pacientes e profissionais da saúde”. Ela contou a jornalistas em Genebra que mais de 6,8 bilhões de doses da vacina da COVID-19 são administradas globalmente por ano, o que é quase o dobro do número de vacinas rotineiras entregues anualmente:

“A escassez de seringas é infelizmente uma possibilidade real. Com a capacidade de fabricação global de cerca de seis bilhões de seringas de vacinação por ano, é evidente a deficiência que teremos de mais de um bilhão em 2022, se mantermos a produção no ritmo usual.” Lisa Hedman, especialista da OMS para o Acesso a Medicamentos e Produtos de Saúde.

A especialista da OMS afirmou que reutilizar seringas mesmo depois de esterilizadas não é recomendado, já que bactérias potentes continuam presentes. Ela também apontou que as seringas estão mais suscetíveis a atrasos na entrega, porque ocupam 10 vezes mais espaço que a vacina em si.

Necessidade de resposta - Também na terça-feira (09), os diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, OMS e a Organização Mundial do Comércio (OMC) realizaram uma sessão de acompanhamento de Consultas de Alto Nível com os CEOs das principais empresas de fabricação de vacinas COVID-19.

De acordo com um relatório da imprensa, na reunião todos os participantes concordaram a respeito da urgência de entregar mais doses de vacina a países de baixa renda, onde menos de 2,5% das populações foram completamente imunizadas.

O encontro da Força Tarefa de Líderes Multilaterais para a COVID-19 (tradução livre) baseou-se no trabalho técnico realizado por equipes multidisciplinares durante os meses de setembro e outubro. O objetivo foi identificar como garantir uma distribuição mais equitativa de vacinas, e todos os participantes se comprometeram a continuar trabalhando juntos para obter maior clareza sobre doações, trocas de vacinas e calendários de entrega.

Durante as consultas, os líderes das quatro organizações e os CEOs também examinaram a melhor forma de endereçar os gargalos relacionados ao comércio; como melhorar o processo de doação e quais passos adicionais são necessários para alcançar a meta de vacinação de 40% das pessoas em todos os países até o fim do ano. Também foi discutida a melhora da transparência e do compartilhamento de dados por meio do Painel de previsão de fornecimento de vacinas da OMS/FMI e da Força Tarefa de Líderes Multilaterais.

Os esforços descritos requerem colaboração próxima entre fabricantes, governos e a iniciativa COVAX, para elaborar calendários de entrega, especialmente para os imunizantes que estão sendo doados.