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Anvisa suspendeu a importação do medicamento fabricado pela empresa Eli Lilly, de Indianápolis (EUA). Medicamento produzido em outras empresas aprovadas pela Anvisa pode continuar a ser importado.

 

 

Por meio da Resolução RE 3.524, de 15 de setembro de 2021, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta quinta-feira (16/9), a Anvisa suspendeu a importação da associação dos anticorpos etesevimabe e banlanivimabe, fabricada pela empresa Eli Lilly, localizada em Indianápolis, nos EUA.     

Durante inspeção sanitária realizada pela agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA), membro do Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica (Pharmaceutical Inspection Co-operation Scheme – PIC/S), foram evidenciadas deficiências na planta, culminando na publicação do Formulário 483 pela referida agência.  O Formulário 483 é uma notificação oficial da FDA quando um investigador observar quaisquer condições que, em seu julgamento, possam constituir violações que impactam em risco iminente à saúde.    

Após a Anvisa receber a informação, a empresa Eli Lilly foi notificada a apresentar esclarecimentos sobre o caso. Foi comunicado que nenhum lote do produto foi importado dessa planta para o Brasil e que ela se encontra com as atividades paralisadas no edifício onde seria fabricado o medicamento. A Eli Lilly comprometeu-se, ainda, a não importar o medicamento deste local até a adequação e a comprovação de efetividade das ações tomadas. Mediante os dados apresentados, a Agência decidiu suspender a importação do medicamento fabricado no local em questão. 

Apesar da mencionada suspensão, continua sendo possível a importação do medicamento fabricado nas seguintes empresas, conforme consignado na Autorização de Uso Emergencial (AUE) aprovada pela Anvisa:

 

Banlanivimabe:  

- Lilly France SAS (Fegersheim, França).   

- Jubilant HollisterStier LLC (Spokane, EUA).  

- BSP Pharmaceuticals S.p.A. (Latina Scalo, Itália) 

 

Etesevimabe:  

- Lilly France SAS (Fegersheim, França).   

 

A suspensão da importação poderá ser revogada mediante a apresentação de evidência completa de adequação da empresa às Boas Práticas de Fabricação (BPF).