Presidente do sindicato dos farmacêuticos de SC fala porque escolheu  o curso de farmácia.

 

17 de setembro de 2009 | N° 8564
Fonte: Diario Catarinense

Como fiz a escolha "O vestibulando ainda é muito jovem para escolher uma profissão. Para mim, Farmácia foi mais por uma impressão daquilo que o curso podia oferecer. Não era uma certeza. Eu tinha 16 anos e precisava escolher o que faria para o resto da vida.

Mas a escolha foi pela afinidade, com aquilo que o curso apresentava. Eu gostava muito de biologia, muito de química e queria alguma coisa na área da saúde. Eu também tinha um fascínio pela arte de fabricar cosméticos. Então achei que esse era o curso que mais encaixava. Com 16 anos, era isso o que achava.

Depois, quando a gente entra no curso, e ele apresenta tanta possibilidade de atuação no mercado, mas tanta, que é uma variedade imensa. Hoje, a profissão tem mais de 70 atividades regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia. Imagina o leque de possibilidade que eu tenho para atuar como farmacêutica.

Lá no começo, eu tinha vontade mesmo de atuar na área de manipulação. A vontade foi mudando, a partir do momento que eu fui descobrindo as novas áreas. Hoje, eu sou servidora pública, trabalho numa farmácia do poder público. Mas eu já trabalhei em farmácia comercial, no setor privado, fui professora, ainda me considero professora, porque fiz mestrado, e comecei a seguir uma carreira de docente.

Hoje se eu pudesse continuar na carreira de docente eu continuava, mas não tenho mais tempo. Porque trabalho na farmácia e sigo também a parte mais política da profissão, eu sou presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Santa Catarina.

Eu me formei em 1997 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi uma das épocas mais gostosas da minha vida. Fiz faculdade de Farmácia, habilitação em Análises Clínicas e o mestrado. Foram sete anos da minha vida.

Depois do mestrado, trabalhei em uma farmácia. Até que comecei a dar aulas no próprio curso, mas em uma universidade particular. Fiquei quase quatro anos lecionando.

O mercado ainda tem bastante campo de trabalho, e as pessoas que se especializam numa área têm uma renda melhor. Hoje em dia, o mercado precisa de pessoas especializadas para trabalhar em farmácias de manipulação, hospitalares e homeopatia. Também há vagas em áreas novas, como de auditoria e de análise de gases medicinais.

Antes de optar por Farmácia, a pessoa precisa gostar, pelo menos, de química. O farmacêutico é um entendedor do medicamento. O trabalho é de muita responsabilidade, já que as substâncias químicas destes produtos têm ação direta no nosso organismo.

O segredo é aliar o conhecimento da química orgânica ao da biologia, porque o farmacêutico é o profissional que estuda como a substância química reage no corpo humano. Essa é a formação básica do farmacêutico."

Caroline Junckes, farmacêutica há 12 anos e presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de SC.