Consumidor pode reclamar, na farmácia, de reações a remédios


Há mais de três mil farmácias no Brasil com um selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de farmácias notificadoras.

 

Você já usou um medicamento e teve uma reação adversa? 

"Já, já tive. Ao passar um remédio na pele, por algum motivo me deu uma reação alérgica", lembra a recepcionista Rosângela Silva.

"Não sei quem procurar, a quem reclamar se tivesse uma reação adversa. Não tenho a menor ideia", admite o engenheiro Moacir Dacorrregio.

Poucos brasileiros sabem mesmo a quem recorrer. Mas hoje já existem mais de três mil farmácias no Brasil com um selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: são as farmácias notificadoras. Nelas, farmacêuticos como Sérgio César da Silva foram treinados para atender o consumidor e relatar os casos em que os medicamentos causam algum tipo de reação. A notificação é feita on-line, pela internet, diretamente à Anvisa.

"Informamos a idade, se é homem, se é mulher, se é criança, que medicamento tomou, que reação provocou. Estes dados ajudam a Anvisa a solucionar problemas", explica Sérgio.

Casos de remédios com desvio de qualidade, como cartelas em que faltam comprimidos, ou com aspecto alterado, também podem ser informados pelo consumidor nas farmácias notificadoras.

"Este programa visa ampliar a base de informação para as autoridades sanitárias sobre os medicamentos que estão circulando no mercado", diz a diretora da vigilância sanitária (SC) Marize Lippel.

Segundo os especialistas, nenhum medicamento é 100% seguro. A explicação: os testes são feitos em um número reduzido de pessoas. Os medicamentos não podem, por exemplo, ser testados em gestantes, idosos e crianças. A verdadeira segurança de um medicamento só é realmente testada quando ele chega às prateleiras das farmácias e passa a ser consumido por um grande número de pessoas. Por isso, o relato do consumidor é fundamental para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos.

"Se necessário alterar o texto da bula, fazer um alerta sanitário aos profissionais de saúde e até tirar o medicamento sem qualidade do nosso mercado", afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia (SC) Hortência Tierling.

 Fonte: Globo.com