AA007877revisedwebO Hospital Universitário de St. Louis, nos EUA, está a estudar um novo composto capaz de evitar a queda de cabelo durante a quimioterapia, que tem como principal foco a sua aplicação em crianças com câncer, lê-se no site da Fundação Osório de Castro, associação que apoia as crianças com câncer e os seus familiares.


Dee Anna Glaser, da área de dermatologia do hospital, sublinha que a queda de cabelo após as sessões de quimioterapia é das experiências mais traumatizantes para os doentes, sobretudo quando se trata de mulheres e crianças.


Com o novo estudo, os especialistas esperam, no futuro, reduzir o sofrimento e minimizar os danos psicológicos provocados pela queda de cabelo nesta fase do tratamento.

O novo estudo está a avaliar a utilização da substância ativa bimatoprosta (Lumigan®, para o tratamento da pressão intra-ocular) a utilizar em crianças, para promover o crescimento das pestanas após a quimioterapia. O medicamento foi aprovado para a utilização em adultos, nos EUA, em Março de 2011.


Impacto negativo

 

A especialista lembra que, nas crianças, a queda de cabelo assume um impacto muito negativo na sua auto-estima, sobretudo numa fase em que começam a formar a sua identidade. No caso das raparigas, a queda de cabelo pode gerar efeitos psicológicos devastadores, dado que este simboliza um ponto importante na identidade feminina.

 

Dee Anna Glaser sublinha que a intenção do estudo é perceber se a substância é efetiva em crianças ou se, por outro lado, não trará qualquer benefício. O estudo já está em andamento desde Novembro de 2010 e agrega ainda pacientes de outros hospitais norte-americanos.


A investigação vai avaliar 30 doentes divididos por grupos que contemplem as faixas etárias entre os 11 e os 17 anos, e deverá estar concluída no espaço de dez a 12 meses.


Fonte: Portal de Oncologia Português