victrelis-boceprevir-hepatiteNa semana em que se comemora o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, a Anvisa aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da Hepatite C. Trata-se do Boceprevir, de nome comercial Victrelis fabricado pela Merck, um antivirótico que aumenta de 40% para 60% as chances de cura da Hepatite C do genótipo tipo 1.

O medicamento inibe a replicação do vírus da Hepatite, o HCV, para os portadores do genotipo tipo 1. A Hepatite C pode ser provocada também pelos genótipos dos tipo 2 e 3 do mesmo vírus.
 
O Boceprevir é indicado para portadores do genótipo 1 do HCV que nunca foram tratados e para aqueles que não tiveram sucesso com o tratamento disponível até o momento. O novo medicamento deve ser administrado em associação com outros dois medicamentos que já são utilizados no tratamento da Hepatite C, o Interferon e a Ribavirina, para que alcance o resultado esperado.
 
O Interferon é um medicamento biológico empregado para tratar a Hepatite C. A Ribavirina é uma droga anti-viral, capaz de prevenir a multiplicação de vírus, que quando associada às formas sintéticas de alfa-interferon tem boa resposta em pacientes com hepatite C crônica. 

Veja também - Ministério da saúde aumenta prazo de fornecimento do Interferon
                        Mapa do Vírus da Hepatite no Brasil 

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Prevenção da Hepatite C


Como medida de prevenção à contaminação pelo vírus da Hepatite e outros vírus, nos serviços de embelezamento e estética nos quais inexiste a responsabilidade médica, a Anvisa e as Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios elaboraram referências técnicas, que podem ser adotadas em todo o país.
 
A referência técnica é um parâmetro que orienta a inspeção sanitária feita por servidores das Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais em ambientes como salões de beleza e estúdios de tatuagem. É uma estratégia para levar os cuidados de saúde ao mercado da beleza.
 
A recomendação desse documento elaborado pela Anvisa e as vigilâncias sanitárias para a pigmentação e os piercing envolve o cadastro dos clientes, a adequação das estruturas físicas, os materiais, os procedimentos e os recursos humanos.

Para proteger o cliente da infecção por vírus, o texto preconiza que  lâminas e as agulhas são de uso individual. Esses materiais devem ser descartados em lixo especial para material infectante após o uso.
 
O documento também detalha o tratamento que os salões de beleza devem dar aos materiais de uso individual e único, os descartáveis, e os que são utilizados por diversos clientes. Neste caso, o documento define quais podem ser higienizados com limpezas feitas apenas com produtos químicos e aqueles nos quais a esterilização é necessária.

Fonte: Anvisa