O Conselho Federal de Farmácia (CFF) acaba de aprovar a resolução de Número 539. A resolução determina que fiscalização profissional sanitária e técnica de empresas, estabelecimentos, setores, fórmulas, produtos, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza farmacêutica é de responsabilidade privativa do farmacêutico, devendo-se manter supervisão direta, não se permitindo delegação.

 

Confira abaixo a resolução na íntegra

 

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA
RESOLUÇÃO No- 539, DE 22 DE OUTUBRO DE 2010


Ementa: Dispõe sobre o exercício profissional e as atribuições privativas e afins do
farmacêutico nos Órgãos de Vigilância Sanitária, e dá outras providências.
O Plenário do Conselho Federal de Farmácia, no uso de  suas atribuições legais
previstas na Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960;
Considerando o disposto no artigo 5º, inciso XIII, da Constituição Federal, que outorga
a liberdade de exercício, trabalho ou profissão, desde que atendidas as qualificações
que a lei estabelecer;
Considerando que o Conselho Federal de Farmácia (CFF), no âmbito de sua área
específica de atuação e, como Conselho de Profissão Regulamentada, exerce atividade
típica do Estado, nos termos dos artigos 5º, inciso XIII; 21, inciso XXIV e 22, inciso
XVI, todos da Constituição Federal;
Considerando que é atribuição CFF expedir resoluções para eficiência da Lei Federal nº
3.820, de 11 de novembro de 1960 e, ainda, que lhe compete o múnus de definir ou
modificar a competência dos farmacêuticos em seu âmbito, de acordo com o artigo 6º,
alíneas "g" e "m", da norma assinalada; 
Considerando a Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que dispõe sobre o
comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras
providências;
Considerando a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a
vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, drogas, os insumos
farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos;
Considerando a Lei nº 8.080, de 15 de abril de 1990, que dispõe sobre as condições
para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento
dos serviços correspondentes e dá outras providências;
Considerando a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção
do consumidor e dá outras providências;
Considerando o disposto na Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, que define o
Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária;
Considerando a Lei nº. 12.305, de 02 de agosto de 2010, que institui a Política
Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei nº. 9.605, de 12 de fevereiro de 1.998, e dá
outras providências;
Considerando o Decreto nº 20.377, de 08 de setembro de 1931, que aprova a
regulamentação do exercício da profissão farmacêutica no Brasil;
Considerando o Decreto nº 20.931, de 11 de janeiro de 1.932, que regula o exercício
da medicina, da odontologia, da medicina veterinária e das profissões de farmacêutico,
parteira e enfermeira, no Brasil, e estabelece penas;
Considerando o Decreto nº 79.094, de 05 de janeiro de 1.977, que regulamenta a Lei
nº 6.360, de 23 de setembro de 1.976, que submete a sistema de vigilância sanitária
os medicamentos, insumos farmacêuticos, drogas, correlatos, cosméticos, produtos de
higiene, saneantes e outros;
Considerando o Decreto nº 85.878, de 07 de abril de 1.981, que estabelece normas
para a execução da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1.960, sobre o exercício da
profissão de farmacêutico, e dá outras providências;
Considerando a Portaria MS/GM nº 3.916, de 30 de outubro de 1998, que aprova a
Política Nacional de Medicamentos (PNM); 
Considerando a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 338, de 6 de maio de
2004, que aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF);
Considerando a Resolução do Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação
Superior (CNE/CES) nº 2, de 19 de fevereiro de 2002,  que institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia, que estabelece que a
formação do farmacêutico objetiva dotá-lo de competências e habilidades na atenção à
saúde, apto a desenvolver ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da
saúde tanto em nível individual quanto coletivo;
Considerando a Resolução CFF nº 100, de 30 de setembro de 1972, que dispõe sobre a
indicação do número de inscrição profissional em rótulos, documentos e impressos;
Considerando a Resolução CFF nº 236, de 25 de setembro de 1992, que dispõe sobre
as atribuições afins do profissional farmacêutico, farmacêutico-industrial e
farmacêutico-bioquímico, e privativas destes últimos;
Considerando a Resolução CFF nº 433, de 26 de abril de 2005, que regula a atuação
do farmacêutico em empresa de transporte terrestre, aéreo, ferroviário ou fluvial, de
produtos farmacêuticos, farmoquímicos e produtos para saúde;
Considerando que o sistema de fiscalização do exercício das atividades profissionais,
do que a Farmácia não constitui uma exceção, é integrado tanto pelos órgãos
governamentais, como pelos Conselhos Federais e Regionais das categorias
respectivas, compondo um sistema harmônico entre si, sem colisão e respeitadas as
atribuições de cada um, resolve:
Art. 1º - O farmacêutico com exercício nos Órgãos de Vigilância Sanitária deve estar
inscrito no Conselho Regional de Farmácia da sua respectiva jurisdição, na forma do
artigo 13 da Lei nº. 3.820, de 11 de novembro de 1.960.
Art. 2º - A fiscalização profissional sanitária e técnica de empresas, estabelecimentos,
setores, fórmulas, produtos, processos e métodos farmacêuticos ou de natureza
farmacêutica é de responsabilidade privativa do farmacêutico, devendo-se manter
supervisão direta, não se permitindo delegação.
Art. 3º - É privativa do farmacêutico a fiscalização profissional, técnica e sanitária no
tocante a:
a) Dispensação, fracionamento e manipulação de medicamentos magistrais, fórmulas
magistrais e farmacopeicas;
b) manipulação e o fabrico dos medicamentos galênicos  e das especialidades
farmacêuticas;
c) estabelecimentos industriais farmacêuticos em que se fabriquem produtos que
tenham indicações e/ou ações terapêuticas, anestésicos ou auxiliares de diagnóstico,
ou capazes de criar dependência física ou psíquica;
d) órgãos, laboratórios, setores ou estabelecimentos farmacêuticos em que se
executem controle e/ou inspeção de qualidade, análise prévia, análise de controle e
análise fiscal de produtos que tenham destinação terapêutica, anestésica ou auxiliar de
diagnósticos ou capazes de determinar dependência física ou psíquica;
e) órgãos, laboratórios, setores ou estabelecimentos farmacêuticos em que se
pratiquem extração, purificação, controle de qualidade, inspeção de qualidade, análise
prévia, análise de controle e análise fiscal de insumos farmacêuticos de origem
vegetal, animal e mineral;
f) depósitos de produtos farmacêuticos de qualquer natureza; de empresas,
estabelecimentos, setores, fórmulas, produtos, processos e métodos farmacêuticos ou
de natureza farmacêutica;
g) a elaboração de laudos técnicos e a realização de perícias técnico-legais
relacionados com atividades, produtos, fórmulas, processos e métodos farmacêuticos
ou de natureza farmacêutica.
§ 1º - Constitui-se atividade privativa do farmacêutico, a fiscalização profissional,
técnica e sanitária nos estabelecimentos que distribuem e/ou transportem
medicamentos e demais produtos farmacêuticos, incluindo empresas de transportes
terrestres, aéreos, ferroviários ou fluviais (embarcações, aviões, portos e aeroportos),
que transportam produtos farmacêuticos, substâncias e  medicamentos sujeitos a
controle especial. § 2º - Nos trabalhos e documentos que subscrever, envolvendo o exercício
profissional, o farmacêutico deve indicar, obrigatoriamente, a sigla do Conselho
Regional de Farmácia a que pertence, seguido do número de sua inscrição no Conselho
da sua jurisdição.
Art. 4º - É atividade afim ao farmacêutico a fiscalização profissional, técnica e sanitária
no tocante a:
a) órgãos, empresas, estabelecimentos, laboratórios ou setores em que se preparem
ou fabriquem produtos biológicos, imunoterápicos, soros, vacinas, alérgenos,
opoterápicos para uso humano e veterinário, bem como de derivados do sangue;
b) órgãos ou laboratórios de análises clínicas ou de saúde pública ou seus
departamentos especializados;
c) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos farmacêuticos para uso
veterinário;
d) estabelecimentos industriais em que se fabriquem  insumos farmacêuticos para uso
humano ou veterinário e insumos para produtos dietéticos e cosméticos com indicação
terapêutica;
e) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos saneantes, inseticidas,
raticidas, antissépticos e desinfetantes;
f) estabelecimentos industriais ou instituições governamentais onde sejam produzidos
radioisótopos ou radiofármacos para uso em diagnóstico e terapêutica;
g) estabelecimentos industriais, instituições governamentais ou laboratórios
especializados em que se fabriquem conjuntos de reativos ou de reagentes destinados
às diferentes análises auxiliares do diagnóstico médico;
h) estabelecimentos industriais em que se fabriquem produtos cosméticos sem
indicação terapêutica e produtos dietéticos e alimentares;
i) órgãos, laboratórios ou estabelecimentos em que se pratiquem exames de caráter
químico-toxicológico, químico-bromatológico, químico-farmacêutico, biológicos,
microbiológicos, fitoquímicos e sanitários;
j) controle, pesquisa e perícia da poluição atmosférica e tratamento dos despejos
industriais;
k) tratamento e controle de qualidade das águas de consumo humano, de indústria
farmacêutica, de piscinas, praias e balneários, salvo se necessário o emprego de
reações químicas controladas ou operações unitárias.
Art. 5º - Ao farmacêutico no exercício da fiscalização sanitária são garantidas as
atribuições e prerrogativas do artigo 151 do Decreto  Federal regulamentador nº.
79.094, de 05 de janeiro de 1977.
Art. 6º - O desenvolvimento das atividades do farmacêutico em Vigilância Sanitária
encerrará ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, as quais deverão
estar integradas aos processos de trabalho voltados ao controle de riscos relacionados
aos produtos, serviços, vigilância ambiental e saúde do trabalhador.
Art. 7º - As atividades do farmacêutico na Vigilância Sanitária são exercidas na forma
do anexo I desta resolução.
Art. 8º - Para fins desta resolução, são considerados os seguintes bens e produtos e
serviços submetidos ao controle e fiscalização sanitária pelo farmacêutico atuante em
órgãos de Vigilância Sanitária:
I - Bens e produtos
a) medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos,
processos e tecnologias;
b) alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens,
aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de
medicamentos veterinários;
c) cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes; d) saneantes destinados à higienização, desinfecção ou desinfestação em ambientes
domiciliares, hospitalares e coletivos;
e) conjuntos, reagentes e insumos destinados a diagnóstico;
f) equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos, hemoterápicos e de
diagnóstico laboratorial e por imagem;
g) imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados;
h) órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou
reconstituições;
i) radioisótopos para uso diagnóstico in vivo, radiofármacos e produtos radioativos
utilizados em diagnóstico e terapia;
j) cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não
do tabaco;
k) quaisquer produtos que envolvam a possibilidade de  risco à saúde, obtidos por
engenharia genética, por outro procedimento ou ainda submetidos a fontes de
radiação.
II - Serviços
a) aqueles voltados para a atenção ambulatorial, seja de rotina ou de emergência, os
realizados em regime de internação, os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico,
bem como aqueles que impliquem a incorporação de novas tecnologias;
b) as instalações físicas, equipamentos, tecnologias, ambientes e procedimentos
envolvidos em todas as fases de seus processos de produção dos bens e produtos
submetidos ao controle e fiscalização sanitária, incluindo a destinação dos respectivos
resíduos.
Art. 9º - Os Conselhos Federal e Regionais de Farmácia deverão, através de convênios
ou congêneres, incentivar e fomentar ações conjuntas de fiscalização com os Órgãos
de Vigilância Sanitária, Órgãos de Defesa do Consumidor e outros que exerçam poder
de polícia atinente às atividades descritas nesta resolução, bem como seu fiel
cumprimento, observância e fiscalização.
Art. 10 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as
disposições em contrário.
 
JALDO DE SOUZA SANTOS
Presidente do CFF
 
ANEXO I
DAS ATIVIDADES DO FARMACÊUTICO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Art. 1º - Compete ao farmacêutico, o desenvolvimento das seguintes ações, atividades
e serviços em Vigilância Sanitária:
I - EM INFORMAÇÃO, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
a) desenvolver estratégias de comunicação e informação permanente com a sociedade,
com abrangência inter e intrassetorial, incluindo usuários, setor regulado, gestores,
profissionais de saúde e trabalhadores;
b) criar canais de comunicação com a sociedade, para disseminação de informações
junto aos diversos segmentos da população;
c) capacitar conselheiros, gestores, profissionais de saúde e a opulação em geral, com
vistas à criação de uma consciência sanitária;
d) desenvolver uma política de comunicação na perspectiva de ampliar e fortalecer o
controle social e os movimentos populares, para divulgar instrumentos de defesa do
cidadão, tais como, legislação sanitária, Código do Consumidor, boletins, informativos,
alertas, palestras, cartilhas e outros;
e) promover campanhas educativas relacionadas à Vigilância Sanitária nos meios de
comunicação e canais alternativos; f) articular-se com as áreas da saúde e desenvolver estratégias de comunicação junto
aos gestores, Secretárias de Governo, instituições de ensino, Conselhos, Comissões
Técnicas e Instâncias Colegiadas do Sistema Único de Saúde (SUS), Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário, para discutir a  importância das ações de Vigilância
Sanitária;
g) elaborar materiais educativos e informativos, estudos e pesquisas que promovam o
conhecimento científico e tecnológico no âmbito da Vigilância Sanitária;
h) promover a produção, o acesso e o intercâmbio permanente de conhecimentos e
práticas em Vigilância Sanitária;
i) organizar e compartilhar as informações relacionadas ao conhecimento técnico e
científico em Vigilância Sanitária;
j) coordenar e gerir sistemas de informação e bancos  de dados de informações
técnicas, científicas, regulatórias, legislativas e  jurídicas para suporte às práticas do
serviço e compartilhamento de informações relacionadas ao conhecimento técnico e
científico em Vigilância Sanitária;
k) participar de ações e estratégias que promovam o uso racional de medicamentos e
outras tecnologias em serviços de saúde;
II - EM GESTÃO E GERENCIAMENTO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA
a) planejar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações  e atividades de Vigilância
Sanitária;
b) articular e apoiar tecnicamente as ações de fortalecimento institucional, com a
estruturação e organização dos serviços de Vigilância Sanitária;
c) coordenar e acompanhar a elaboração e execução do Plano de Ação em Vigilância
Sanitária e a execução orçamentária e financeira; 
d) manter atualizados os instrumentos de gestão, no que couber;
e) coordenar o monitoramento e a avaliação dos projetos, ações e atividades de
Vigilância Sanitária;
f) promover a integração institucional com demais órgãos públicos e entidades, para o
fortalecimento da gestão e participação social;
g) estabelecer e verificar o cumprimento de padrões,  indicadores e metas no
gerenciamento dos recursos, projetos e ações;
h) desenvolver, controlar e manter uma base de dados de ações históricas e geração
de relatórios;
i) manter atualizado o sistema de informações para subsidiar o planejamento e tomada
de decisões em Vigilância Sanitária;
j) adequar os processos de trabalho para ampliar a capacidade de resolução das ações
e atividades, segundo critérios de eficiência, eficácia e efetividade;
k) harmonizar procedimentos de rotinas e identificação  de ferramentas visando o
melhor desempenho das ações;
l) estabelecer normas, propor, acompanhar e executar as políticas, as diretrizes e as
ações de Vigilância Sanitária;
m) elaborar e divulgar relatórios periódicos sobre as atividades executadas;
n) promover as ações necessárias à apuração da veracidade das reclamações,
denúncias, queixas e sugestões dos usuários.
II.I - DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO
Art. 2º - São considerados instrumentos de suporte à gestão de Vigilância Sanitária:
a) Cadastro dos estabelecimentos - Consiste na identificação e registro dos dados de
interesse da Vigilância Sanitária, relacionados aos  estabelecimentos, serviços e
atividades de interesse da Saúde.
b) Plano de Ação - Instrumento norteador das ações, estruturação e a
operacionalização das ações de Vigilância Sanitária,  constituído de diagnóstico
situacional, isto é, do conhecimento dos problemas sanitários, do universo das ações e
estabelecimentos a serem fiscalizadas, do grau de risco potencial ou inerente das atividades desenvolvidas nos estabelecimentos, do dimensionamento da infra-
estrutura existente e necessária (estrutura organizacional, física, pessoal,
equipamentos, recursos materiais e financeiros, insumos e outros). Com base no
diagnóstico, deverão ser estabelecidas prioridades, ações programáticas, metas,
estratégias de implantação ou de implementação das ações, cronograma e indicadores
de avaliação.
c) Sistema de Informação - Conjunto de dados com o propósito de gerar informações,
para dar suporte à gestão, subsidiar o planejamento, controle e avaliação do impacto
das intervenções e das ações, para tomada de decisões.
d) Inspeção Sanitária - Atividade desenvolvida por profissionais com competência
técnica e legal, com a finalidade de avaliar o cumprimento da legislação vigente pelos
estabelecimentos farmacêuticos, estabelecimentos de serviços de saúde e de interesse
à saúde, estabelecimentos de produtos para saúde/correlatos, de cosméticos, de
produtos de higiene pessoal, perfumes e saneantes, e outros de interesse à saúde,
condições ambientais e de trabalho, dentro dos padrões técnicos estabelecidos na
legislação sanitária.
e) Relatório Técnico de Inspeção - Instrumento de valor legal para fins de
comprovação da verificação das condições sanitárias, das boas práticas pelos
estabelecimentos, no fiel cumprimento da legislação vigente.
f) Investigação Sanitária de Eventos - Atividade desenvolvida por profissionais com
competência técnica e legal, com finalidade de expressar juízo de valor sobre
determinada situação a ser investigada: ?surtos de doenças transmitidas por
alimentos, Intoxicações, reações adversas e queixas técnicas; acidentes de trabalho;
infecções hospitalares; desvios de qualidade envolvendo toda a cadeia de produtos
sujeitos a Vigilância Sanitária.
g) Monitoramento de Produtos e Serviços - Ações desenvolvidas de forma sistemática,
com o objetivo de proceder ao acompanhamento, avaliação  e controle, bem como,
dimensionar os riscos, resultados e impactos, em relação a produtos e quaisquer
situações de risco, de interesse da Vigilância Sanitária, dentro dos padrões técnicos
estabelecidos na legislação sanitária.
III - EM VIGILÂNCIA DE PRODUTOS
a) verificar o cumprimento das Boas Práticas pelos estabelecimentos sujeitos a
Vigilância Sanitária;
b) coordenar, supervisionar e controlar as atividades relativas ao registro,
informações, inspeção, controle de riscos, estabelecimento de normas e padrões,
organização de procedimentos técnicos e administrativos a fim de garantir as ações de
Vigilância Sanitária de produtos;
c) propor a concessão de registro, alteração, revalidação, retificação, dispensa ou
cancelamento para os produtos previstos na legislação sanitária;
d) coordenar, fiscalizar, controlar e supervisionar o cumprimento das normas legais e
regulamentares pertinentes à Vigilância Sanitária de produtos.
e) analisar e emitir parecer técnico no âmbito da Vigilância Sanitária;
f) fiscalizar e monitorar o cumprimento das normas legais e regulamentares
pertinentes à Vigilância Sanitária, na área de sua competência;
g) propor concessão, alteração e cancelamento de Licença, Autorização de
Funcionamento e a Autorização Especial de Funcionamento de empresas de
importação, fabricação, exportação, transporte, distribuição, armazenagem,
embalagem, reembalagem, fracionamento e comercialização de insumos
farmacêuticos, medicamentos e de produtos para saúde, cosméticos, produtos de
higiene pessoal, perfumes e saneantes;
h) manter atualizado cadastro de empresas fabricantes, importadoras, exportadoras,
distribuidoras e fracionadoras de insumos, medicamentos, produtos para a saúde,
cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e saneantes domissanitários; i) propor a realização de eventos e intercâmbio técnico-científico na sua área de
competência;
j) propor a instauração de processo administrativo para apuração de infrações à
legislação sanitária federal, referentes a insumos,  medicamentos, produtos para a
saúde, cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e saneantes;
k) promover análise técnica dos processos administrativos instaurados pelas
autoridades competentes e propor ou executar as penalidades previstas na legislação
vigente;
l) acompanhar a tramitação de processos administrativos;
m) receber, acompanhar e avaliar as notificações de insumos, medicamentos, produtos
para a saúde, cosméticos, produtos de higiene pessoal,  perfumes e saneantes
domissanitários;
n) elaborar normas e padrões relativos à sua área de competência;
o) estabelecer e propor normas e procedimentos que visem identificar e avaliar riscos
referentes ao manuseio, preparação, industrialização  e uso de matéria-prima em
produtos;
p) estabelecer critérios que garantam o controle e avaliação de riscos e seus pontos
críticos e adotar medidas corretivas;
q) coordenar, no âmbito da farmacovigilância, cosmetovigilância, hemovigilância e
tecnovigilância, o acompanhamento, o controle, a avaliação e a validação de controle
de eventos e reações adversas;
r) controlar, monitorar e avaliar os relatórios e demais documentos referentes à
utilização de medicamentos sujeitos a controle especial.
IV - EM VIGILÂNCIA EM SERVIÇOS DE SAÚDE
a) coordenar e avaliar as ações de Vigilância Sanitária de serviços de Saúde;
b) elaborar normas de procedimentos para o funcionamento dos serviços de saúde;
c) estabelecer mecanismos de controle e avaliação de riscos e eventos adversos
pertinentes às tecnologias em serviços de saúde;
d) analisar, emitir e assinar parecer técnico;
e) elaborar normas e padrões relativos à sua área de competência;
f) divulgar e disseminar informações e publicações relativas ao controle de infecções e
iatrogenias em serviços de saúde;
g) elaborar, padronizar indicadores e monitorar as infecções e os eventos adversos em
serviços de saúde;
h) investigar a ocorrência de eventos adversos em serviços de saúde;
i) fiscalizar, monitorar, analisar e investigar as notificações visando ações com a
finalidade de impedir ou minimizar o dano;
j) monitorar o comércio e utilização dos produtos em desacordo com a legislação
sanitária vigente;
k) coordenar o acompanhamento, o controle, a avaliação  de reações adversas,
ausência de eficácia ou desvio de qualidade em decorrência do uso dos produtos e
serviços submetidos à Vigilância Sanitária;
l) coordenar as ações de inspeção na área de sangue, outros tecidos, células e órgãos;
m) fiscalizar e monitorar atividades e o cumprimento da legislação ou de risco à saúde,
nos estabelecimentos de saúde ou de interesse à saúde;
n) avaliar tecnologias para a segurança dos produtos e o uso racional dos mesmos;
o) planejar, coordenar e implantar a vigilância dos eventos adversos e queixas técnicas
de notificação em produtos para saúde;
p) monitorar, analisar e investigar as notificações de queixas técnicas e ocorrência de
eventos adversos com suspeita de envolvimento de equipamentos, produtos de
diagnósticos de uso in vitro e materiais de uso de saúde; q) monitorar o comércio e utilização de equipamentos, produtos de diagnósticos de uso
in vitro e materiais de uso para saúde em desacordo com a legislação sanitária
vigente;
r) incentivar a notificação em Vigilância Sanitária no desvio da qualidade de produtos
para saúde e gerenciar as informações sobre notificação em Vigilância Sanitária de
produtos para saúde;
s) analisar e deferir ou indeferir pedido de aprovação do Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).
V - EM VIGILÂNCIA AMBIENTAL
a) identificar, cadastrar e inspecionar permanentemente as diversas formas de
abastecimento de água;
b) fiscalizar e monitorar o sistema de abastecimento  de água, análise e controle da
qualidade da água para consumo humano, qualidade do ar e do solo;
c) identificar os efeitos agudos e crônicos decorrentes da contaminação do ar;
d) avaliar os efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde das populações expostas;
e) comunicar à população sobre os riscos à saúde associados à contaminação
atmosférica;
f) fornecer elementos para orientar as políticas nacionais e locais de proteção da saúde
da população frente aos riscos decorrentes da poluição atmosférica e ambiental;
g) executar a vigilância da qualidade da água para  consumo humano, vigilância e
controle de fatores biológicos, contaminantes ambientais e as questões de saúde
relacionadas aos desastres e acidentes com produtos perigosos, informação de fatores
biológicos (vetores, hospedeiros, reservatórios, animais peçonhentos), qualidade da
água para consumo humano, poluentes ambientais físicos e químicos que possam
interferir na qualidade da água, ar e solo e os riscos decorrentes de desastres naturais
e acidentes com produtos perigosos;
h) elaborar laudos técnicos e realizar perícias técnico-legais relacionados ao
tratamento da água, em todos os seus aspectos físicos, químicos, físico-químicos e
microbiológicos.
VI - EM VIGILÂNCIA DA SAÚDE DO TRABALHADOR
a) elaborar e atuar nas políticas de segurança no trabalho e saúde ocupacional;
b) identificar processos, elaborar levantamentos e mapeamento de riscos, impactos
referentes às atividades de segurança no trabalho, saúde ocupacional e avaliação de
riscos à saúde do trabalhador;
c) identificar, estabelecer, implementar, operacionalizar e avaliar procedimentos e
operações associadas a segurança no trabalho e saúde ocupacional;
d) gerenciar projetos, coordenar equipes e participar de auditorias, inclusive exercendo
funções de auditor-líder; 
e) realizar análises críticas para assegurar contínua pertinência, adequação e eficácia
das ações de segurança no trabalho e saúde ocupacional;
f) promover programas destinados à capacitação da comunidade e dos trabalhadores,
visando à melhoria e ao controle efetivo sobre segurança no trabalho e saúde
ocupacional.
 
JALDO DE SOUZA SANTOS
Presidente do Conselh

Author: fabio