militar preso anabolizante

Subtenente do grupo de infantaria do Exército foi preso por agentes da Denar em Campo Grande.

 

Agentes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) prenderam em flagrante, em Campo Grande, militar do Exército que fabricava, buscava no Paraguai e vendia anabolizantes. Ele também oferecia aos clientes pílulas de sibutramina, substância que é utilizada para auxiliar no emagrecimento.

O delegado titular da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Hoffman D’Ávila Cândido e Souza, apontou que o subtenente fazia um tipo de avaliação fisiológica e indicava o tipo de "ciclo indicado" para cada cliente. "Ele praticava ações como se fosse um farmacêutico".

O trabalho de investigação, comentou o delegado, levou aproximadamente três meses, antes de levar à prisão em flagrante, na Capital. O militar foi preso no momento em que vendia anabolizantes de testosterona, contou D’Ávila.

No local, o delegado conta que a equipe encontrou “todo tipo de anabolizantes”, a exemplo do hormônio de crescimento GH. Eram mais de 200 caixas, diz o delegado. Além de vender e fabricar, o militar também aplicava os produtos nos clientes.

Apetrechos como seringa, luvas, algodão, tesoura e misturas para a composição foram encontrados junto com o autor. Nas imagens é possível ver diversas caixas brancas, fechadas, material que estava organizado em diversas malas de viagem.

Os anabolizantes são esteroides, principalmente derivados da testosterona. Esses componentes no crescimento celular e em tecidos do corpo, como o ósseo e o muscular, por exemplo. O público alvo costuma ser quem pratica exercícios físicos, já que a ingestão provoca resultados rápidos, mais consequências inesperadas, a exemplo de impotência, calvície e outros problemas.

 

Violência Doméstica e acusação por crime sexual

O militar preso é conhecido também da polícia por protagonizar episódios de violência doméstica. Contra dele, pesam pelo menos nove acusações judiciais, feitas por ao menos três vítimas diferentes.

As denúncias de ameaças e injúria foram formalizadas entre 2016 e 2019, e a última delas, por perturbação da tranquilidade, no dia 14 de janeiro deste ano, todas em Campo Grande. Em três casos, há pedidos de medida protetiva.

Num dos processos, ele foi absolvido e em outro, teve extinta a punibilidade, mas como o processo tramita em segredo de Justiça não é possível encontrar o motivo. Aliás, todas as ações são sigilosas.

Amaral também chegou a ser acusado pelo crime previsto no artigo 218 do Código Penal – “praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem”. A pena é de 2 a 4 anos de reclusão. A ação criminal, porém, foi arquivada em dezembro do ano passado.

 

Fonte: Campo Grande News

Foto: Divulgação Polícia Civil MS