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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou ontem (16) que os países ampliem realização de testes em pacientes com sintomas do novo coronavírus e fortaleçam ações de isolamento daqueles com suspeita de infecção.

Na avaliação da entidade, que coordena os esforços globais de prevenção e combate à pandemia, tão ou mais importante que adotar medidas de redução da circulação e aglomeração de pessoas é assegurar os exames e o isolamento.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a importância das duas iniciativas para evitar a ampliação da circulação do vírus. “A forma mais eficaz de salvar vidas é quebrar a cadeia de transmissão. E para fazer isso precisa testar e isolar. Não se pode apagar a fogo cego. Não conseguiremos parar a pandemia se não soubermos quem está infectado. Temos uma simples mensagem: testem, testem, testem. Todos os casos suspeitos. Se eles derem positivo, isolem”, declarou.

A testagem deve abranger tanto pessoas que apresentem sintomas quanto aquelas que tiveram contato com casos confirmados. Além disso, a organização assinalou a necessidade de os países investirem na construção e ampliação de laboratórios de modo a aumentar a capacidade geral de testagem de suas populações.

A chefe técnica do Programa de Emergências de Saúde da OMS, Maria Van Kerkhove, acrescentou que a estrutura de exames é importante porque em determinadas situações será necessário repetir os testes.

“Recomendamos testes repetidos, pois há possibilidades de falsos negativos. Mas especialmente com pessoas com link epidemiológico, se tem alta suspeita e contato confirmados, é importante fazer um novo teste para aumentar chance de identificar”, sugeriu.

 

Ministério da Saúde mantém testes apenas para casos graves

Contrariando as orientações da OMS o Ministério da Saúde do Brasil manteve os testes apenas para os casos graves. A decisão do governo do Brasil é para economizar testes para as pessoas com complicações. O governo disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos do Brasil.

O Ministério da Saúde pontou como justificativa para a mudança no critério de testes o fato de o Brasil ter alcançado 100 casos da doença e também o fato de já haver circulação sustentada.

 

Governo de São Paulo vai reavaliar realização em massa de testes

Após recomendação da OMS, o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann,disse que vai avaliar a recomendação de que todos os casos todos os casos suspeitos do novo coronavírus (Covid-19) sejam submetidos a exames laboratoriais.

"Nos estávamos seguindo as próprias orientações da OMS. Ela alterou a forma de trabalho com relação aos testes que devem ser realizados para diagnóstico, nós vamos avaliar e daremos seguimento de acordo com aquilo que vamos fazer em obediência a OMS. Mas nós não estávamos esperando", disse Germann em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

 

Isolamento domiciliar

Com relação aos isolamentos, os representantes da entidade manifestaram preocupação pelo fato de parte dos países já ter excedido a capacidade para casos leves. A OMS recomenda que outras instalações sejam utilizadas, direcionando aos hospitais apenas os casos mais graves em tratamento.

Nos casos de isolamento domiciliar, a OMS alerta para cuidados básicos, em especial, a quem está imbuído da função de cuidar de pessoas com sintomas. “Cuidadores devem usar máscara quando estiverem na mesma sala. O paciente deve usar banheiro próprio e ficar em quarto específico. O cuidador deve lavar a mão após qualquer contato com paciente ou ambiente onde este está. Essas medidas devem continuar por pelo menos até duas semanas após o vírus desaparecer”, explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

Com informações da matéria publicada por Agência Brasil EBC, Governo do Estado de São Paulo e Ministério da Saúde

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citada fonte com link para https://pfarma.com.br 

 

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