agua tonica coronavirus 

Conheça algumas ações importantes no seu cotidiano que podem interferir no bom funcionamento dos rins

 

 

Os rins demonstram sinais importantes quando o seu funcionamento não está adequado, como: hipertensão arterial, urina com sangue, urina com espuma, edemas, eliminação de urina muito clara, anemia, dentre outros sintomas. Assim funciona a maior parte das doenças renais.

Atualmente, estima-se que 10% da população Brasileira tenha algum grau de enfermidade ligada à função renal. O número chega a dobrar em pessoas entre 65 e 75 anos. Mas, ao contrário do que se pensa, muitos problemas neste órgão podem surgir ainda na infância ou em qualquer outra idade. No Brasil, a inflamação crônica dos rins – ou nefrite – ainda é a principal causa de insuficiência renal, seguida do diabetes e da hipertensão arterial (pressão alta).

Cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias de repetição e doenças menos frequentes, como a doença policística dos rins, também podem gerar a insuficiência. De acordo com o Juan Araújo, enfermeiro especializado em Saúde da Família e comunidade e UTI Adulto, docente titular da São Camilo e idealizador do programa Pronep Nefro, quando o paciente tem um comprometimento da função renal (diagnosticado previamente pelo nefrologista - médico que cuida dos rins), chega a necessidade de optar por terapias dialíticas como a Diálise peritoneal automatizada ou a Hemodiálise.

“Se a pessoa descobrir que seus rins não estão trabalhando como deveriam é preciso fazer um acompanhamento médico, fazer exames com regularidade, cuidar muito bem da pressão arterial e da glicemia, além de outras modificações que ocorrem na doença renal, como mudanças nos níveis de cálcio e fósforo”, conta o especialista que é responsável por um programa que oferece toda a assistência em domicílio para os pacientes nefropatas.

Desta forma, além de poupar o paciente da exposição aos riscos durante o traslado para clínicas e hospitais, o serviço oferece soluções que priorizam a segurança, conforto e a autonomia dos pacientes dependentes de terapia dialíticas. “É um trabalho que contempla a vigilância clínica, por meio da coleta de exames e acompanhamento dos resultados em sua própria casa, e ainda monitoramento telefônico e telemedicina de suporte. Assim, promovemos a assistência coordenada às necessidades do paciente, colocando-o no centro dos cuidados”, explica.

 

Dicas de ouro para cuidar dos rins:

- Diminua o consumo de sal nos alimentos. O recomendado é até cinco a seis gramas por dia.

- Beba bastante água, mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos com regularidade.

- Não fume e evite bebidas alcoólicas.

- Acompanhe a sua pressão arterial e, se for o caso, mantenha a diabetes controlada.

- Cuidado com a automedicação, principalmente os analgésicos. Remédios só com a indicação do médico.

 

Home care no Brasil

Antes mesmo da pandemia, a Atenção Domiciliar já vinha apresentando crescimento. De acordo com o Censo 2019/2020 do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead), realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o setor teve um aumento de 22,8% no país – o número de estabelecimentos saltou de 676, em junho de 2018, para 830 em dezembro de 2019.

A Fipe estima ainda que, caso o setor de Atenção Domiciliar encerrasse seus serviços, seriam necessários 20.763 leitos hospitalares adicionais ao ano para os atendimentos que hoje são supridos pela atenção domiciliar. Esses leitos representam 4,87% do total de leitos hospitalares. Estimativa do NEAD mostra que o setor cresceu 20% desde maio de 2020.