PFARMA PFARMA
  • Home
  • Notícias
    • Mercado
    • Carreira
    • Legislação
    • Estudos e Pesquisas
    • Eventos
    • Saúde
    • Cannabis Medicinal
  • Blog
  • Emprego
  • Estágio
  • Alertas
  • Seleções
    • Trainee
    • Mestrado | Doutorado
    • Residência Farmácia
    • Docente Farmácia
    • Concursos
Detalhes
Categoria: Blog
By Nelson Mussolini
Nelson Mussolini
19.Set

Farmácia Popular reduz gasto com saúde

farmácia popular

Artigo assinado por Nelson Mussolini (presidente executivo do Sindusfarma e membro titular do Conselho Nacional de Saúde).

 

 

Apesar de a saúde ser a terceira maior preocupação dos brasileiros, e a falta de medicamentos no SUS um dos principais problemas na área, segundo pesquisa recente, o Brasil tem no Programa Aqui Tem Farmácia Popular uma ação muito exitosa de assistência farmacêutica, junto ao Programa Nacional de Imunizações e ao Programa de DST-Aids.

No entanto o governo poderá inviabilizá-lo ao definir no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2023 um corte de cerca de 60% nas verbas do programa, segundo cálculos de técnicos do Senado. Seria um contrassenso. Felizmente, parece que o governo está tendo a sensibilidade de rever a orientação original, mantendo o Farmácia Popular intocado. É preciso, agora, que o Congresso Nacional tenha a mesma consciência.

Melhor assim, pois, entre outros efeitos negativos, o corte pretendido inicialmente afetaria diretamente todos os municípios do país, que seriam obrigados a dar os medicamentos excluídos à população, como determina a Constituição.

O Farmácia Popular fornece gratuitamente medicamentos essenciais para o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes e asma, e oferece descontos em vários medicamentos. São mais de 21 milhões de pessoas beneficiadas, todos os anos, especialmente as de renda mais baixa, que têm acesso a 330 apresentações de 24 medicamentos (princípios ativos) disponíveis em mais de 28 mil farmácias, em 3.492 municípios.

Esse resultado é fruto de uma bem-sucedida parceria do governo com o setor privado, baseada na adesão voluntária da indústria farmacêutica, da distribuição e do varejo. Por meio desse arranjo, os fabricantes oferecem medicamentos com preços reduzidos, utilizando a capacidade instalada, as modernas práticas de gestão e uma eficiente rede logística providas pela indústria, pelos distribuidores e pelas farmácias e drogarias, fazendo o medicamento sair da fábrica e chegar ao paciente no tempo e na necessidade certa para o devido tratamento.

O Farmácia Popular tem sido fundamental para garantir que grande parcela dos brasileiros siga corretamente seus tratamentos, reduzindo de forma consistente o número de internações no SUS e na rede privada, com ganhos sanitários e financeiros para a população e para o governo.

Constatou-se que o tratamento medicamentoso de um paciente de asma, hipertensão e diabetes custa para o governo federal muito menos que uma internação. No âmbito do Farmácia Popular, o fornecimento de medicamentos custa ao governo, em média, menos de R$ 5,50 por mês para cada usuário.

As evidências apontam uma relação extremamente favorável de custo-efetividade do Farmácia Popular, indicando também que o programa tem permitido ao governo liberar verbas, pessoal, instalações e leitos para tratar portadores de outras enfermidades.

A administração pública precisa corrigir, de uma vez por todas, a visão míope dos tecnocratas. Os gestores têm de entender que é melhor controlar a hipertensão que tratar um AVC; melhor controlar um diabético que aposentá-lo por invalidez, em razão de amputação dos membros inferiores ou cegueira. Uma pessoa incapacitada por essas enfermidades não gera riqueza, não paga impostos. Em vez de ser contribuinte do sistema, vira beneficiário, eleva as despesas do sistema de saúde público e privado.

O Farmácia Popular não é perfeito, requer ajustes, como o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos sempre defendeu. Mas é, comprovadamente, um instrumento útil e efetivo de saúde individual e coletiva, um investimento socialmente importante, que deve ser preservado e, se possível, ampliado, pois traz desenvolvimento ao Brasil.

 

Artigo por Nelson Mussolini é presidente executivo do Sindusfarma e membro titular do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

 

Artigo anterior: Entenda o que são os medicamentos psicofármacos Entenda o que são os medicamentos psicofármacos Próximo artigo: CRF/SP publica novo informe técnico sobre varíola do macaco - Monkeypox CRF/SP publica novo informe técnico sobre varíola do macaco - Monkeypox

Novos conteúdos

  • Drogaria Venancio chega a Três Rios com 30 vagas de emprego para a primeira loja
    Drogaria Venancio chega a Três Rios com 30 vagas de emprego para a primeira loja
    Emprego 03.Nov
  • ACG integra oficialmente Nova Nordeplast e inicia nova fase como ACG Packaging Materials do Brasil
    ACG integra oficialmente Nova Nordeplast e inicia nova fase como ACG Packaging Materials do Brasil
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • Libbs abre inscrições para o Programa Jovens Talentos 2026
    Libbs abre inscrições para o Programa Jovens Talentos 2026
    Emprego 03.Nov
  • 1ª farmácia do Brasil exclusiva para cannabis medicinal será inaugurada nesta segunda (3/11), em Curitiba
    1ª farmácia do Brasil exclusiva para cannabis medicinal será inaugurada nesta segunda (3/11), em Curitiba
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • Rede de Farmácias São João realiza Convenção de Vendas com mais de 3 mil colaboradores no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre/RS
    Rede de Farmácias São João realiza Convenção de Vendas com mais de 3 mil colaboradores no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre/RS
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • 45% das brasileiras sofrem com a incontinência urinária, revela estudo
    45% das brasileiras sofrem com a incontinência urinária, revela estudo
    Saúde 03.Nov
  • A saúde do homem vai além da próstata
    A saúde do homem vai além da próstata
    Saúde 03.Nov

Mais lido

  • Reportagem do Fantástico sobre genéricos provoca manifestações  de entidades farmacêuticas
    Reportagem do Fantástico sobre genéricos provoca manifestações de entidades farmacêuticas
    30.Jan
  • Como é calculada a dose do medicamento infantil?
    Como é calculada a dose do medicamento infantil?
    17.Abr
  • Abuso no uso de pílulas do dia seguinte
    Abuso no uso de pílulas do dia seguinte
    28.Fev
  • Resolução - RDC Nº 44/09 Anvisa
    Resolução - RDC Nº 44/09 Anvisa
    21.Ago
  • Anvisa RDC 20/2011 Controle de Medicamentos Antimicrobianos
    Anvisa RDC 20/2011 Controle de Medicamentos Antimicrobianos
    09.Mai
  • Especial RDC 44/2010 - Antibióticos
    Especial RDC 44/2010 - Antibióticos
    28.Out

Institucional

  • Quem somos
  • Contato
  • Politica de Privacidade
  • Política de Cookie
  • Mapa do Site

Especial

  • Coronavírus
  • Dengue
  • Farmacêutico

PFARMA é um portal de utilidade pública sem fins lucrativos