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Eficácia da ivermectina ainda não foi comprovada no tratamento da Covid-19 (doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2)

 

 

 A corrida na busca de um tratamento para a Covid-19 trouxe à tona a ivermectina, droga utilizada no combate a parasitas, mas especialistas de saúde de várias partes do mundo advertem que testes clínicos ainda são necessários para comprovar sua eficácia.

O remédio, tomado via oral, é baseado num composto descoberto por Omura Satoshi, um conceituado professor emérito da Universidade Kitasato, agraciado com o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina pela descoberta.

A ivermectina é utilizada amplamente no tratamento de doenças contagiosas causadas por parasitas, principalmente na África; e, no Japão, ela também é aprovada para o tratamento da sarna.

Segundo um relatório publicado no ano passado, testes de laboratórios realizados em células mostraram que a ivermectina pode suprimir a multiplicação do coronavírus.

Alguns países latino-americanos aprovaram o uso da droga no tratamento de pacientes da Covid-19, mas outros estudos continuam sendo realizados em várias partes do mundo, e sua eficácia e segurança ainda não foram comprovadas.

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou o uso da ivermectina no tratamento de pacientes apenas durante a realização de testes clínicos. As diretrizes para o tratamento da Covid-19 do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, revisadas em julho, colocaram a ivermectina numa categoria de drogas cuja eficácia e segurança ainda não foram comprovadas.

Em fevereiro a farmacêutica alemã Merck, responsável pela fabricação da Ivermectina, informou em comunicado que não há eficácia da ivermectina contra COVID-19.

 

Com informações do jornal Japonês NHK