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Na manhã do dia 26 de agosto, Farmanguinhos promoveu uma reunião com empresários da região de Jacarepaguá, secretários da prefeitura do Rio de Janeiro, representantes de órgãos públicos e associações locais. O encontro, que reuniu aproximadamente 50 pessoas, é uma das ações que a instituição já vem articulando há algum tempo junto ao poder público com vistas à implementação de melhorias para o entorno do CTM. Neste sentido, o objetivo foi debater a situação local e apresentar propostas para a região.

Este fórum de debate foi agendado a partir de um pedido que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, fez pessoalmente ao diretor Jorge Mendonça, e à chefe de Gabinete, Vânia Dornellas, em recente reunião viabilizada pelo vereador Inaldo da Silva. A proposta foi reunir diferentes secretários municipais a fim de detalhar em uma carta compromisso todas as demandas da localidade. Neste sentido, após as discussões, o documento será elaborado e, em breve, será agendada uma data para que o prefeito venha ao CTM assinar o termo de compromisso.

Dentre os participantes, a reunião contou com as presenças dos secretários municipais de Ordem Pública, de Conservação, de Infraestrutura e Habitação, dos presidentes da Comlurb e da Fundação Parques e Jardins, além do vereador Inaldo da Silva e de representantes da Superintendência de Jacarepaguá. Recentemente, a unidade sediou ainda a roda de conversa sobre a Cidade de Deus, que recebeu representantes da comunidade, políticos e profissionais de diversas áreas de atuação.

Durante o encontro, Jorge Mendonça fez uma apresentação sobre a situação do entorno e destacou o projeto Se essa rua fosse minha, que tem como principal objetivo a urbanização e ocupação do território por meio de educação, cultura, esporte e lazer. A proposta apresentada por Mendonça inclui a ampliação da mobilidade urbana; a construção de moradias populares, por meio do programa Minha casa minha vida; a construção de uma unidade da clínica da família em frente ao CTM; uma área de tratamento de resíduos (eco-ponto); limpeza periódica; desobstrução do esgoto; revitalização da iluminação e uma praça poliesportiva.

Já o presidente da Acija, Luís Alexandre Igayara, apresentou dados sobre os impactos sociais e econômicos a partir da ocupação irregular dos logradouros públicos. Ele ressaltou que a invasão, que resultou na comunidade Guaranys, inviabilizou a construção da Via 8, o que seria uma importante ligação entre a Avenida Ayrton Senna e a Estrada dos Bandeirantes, bem como a ligação entre a Avenida Abelardo Bueno e a Estrada dos Bandeirantes, através da continuidade do eixo norte/sul do Centro Metropolitano e a Avenida Comandante Guaranys.

Além da mobilidade urbana, houve um aumento substancial da violência, o que impacta diretamente os empreendimentos comerciais e residenciais no entorno. Igayara frisou que tal situação obrigou a evasão das principais empresas existentes no entorno, deixando de gerar empregos e renda para a localidade. Diante disso, o presidente da Acija apontou algumas sugestões para mitigação do problema. A curto prazo, espera-se uma ação para reduzir o número de invasões paralelamente à realização de cadastramento das famílias a serem reassentadas. Dentre as ações a médio e longo prazos, foi sugerida a implantação do programa Minha casa minha vida, e abertura das vias públicas projetadas para a região, de forma a garantir a mobilidade urbana e impedir que a área seja invadida novamente.

 

Por: Alexandre Matos (Farmanguinhos/Fiocruz)