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Enquanto o coronavírus avança, farmacêuticas correm em busca de uma solução contra o vírus que já infectou mais de dezenas de milhares mil pessoas. Para acelerar a pesquisa e obter resultados mais velozes, empresas apelam para a inteligência artificial.

Na China, cientistas conseguiram sequenciar o genoma do coronavírus, o que abriu as portas para que companhias possam trabalhar em possíveis vacinas e tratamentos contra a doença. Com IA, essas empresas conseguem investigar moléculas com potencial uso em remédios.

Uma dessas empresas foi a Benevolent AI, que tem corrido para o desenvolvimento de um remédio similar ao usado para o tratamento de artrite reumatoide. Segundo a companhia, a droga tem potencial de tratar a infecção e a inflamação, o que reduziria a rápida progressão do vírus.
Outra empresa, chamada Insilico Medicine, usa inteligência artificial para identificar moléculas que poderiam inibir a expansão do coronavírus pelo corpo humano.

A empresa publicou um documento mostrando o avanço das suas descobertas com a intenção de ajudar a comunidade médica na busca por uma solução contra o vírus. “Estamos entrando em um território desconhecido. Queremos trabalhar em conjunto com outros braços da medicina para tentar chegar a uma solução”, disse o CEO Alex Zhavoronkov.

Se conseguirem avançar rapidamente nas descobertas, as empresas esperam realizar testes em seres humanos dentro do próximo ano – processo mais rápido que o comum da indústria farmacêutica.

O investimento em desenvolvimento de novos medicamentos por inteligência artificial (IA) cresce a cada dia, em janeiro foi anunciado que uma droga desenvolvida por IA será testado para o tratamento de pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

 

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Outras soluções

No Reino Unido, uma equipe de pesquisadores anunciou no dia 11 de fevereiro que estava testando em ratos uma vacina contra o novo coronavírus. O time de cientistas espera concluir a experiência até o fim do ano. Além dos britânicos, cientistas da China, dos Estados Unidos, da Austrália e Europa trabalham juntos a fim de encontrar um produto capaz de combater a doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também anunciou na última semana que uma nova vacina pode ficar pronta em 18 meses. Em coletiva, a instituição não deu detalhes sobre a solução. Apenas, em coletiva, afirmou: “Precisamos fazer tudo o que podemos com as armas disponíveis hoje.”

 

Fonte: Época Negócios

 

 

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