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Filha de escravo Anna Louise James escreveu seu nome na história dos Estados Unidos como primeira farmacêutica afro-americana.
(imagem: Anna Louise James atrás de uma fonte de refrigerante na farmácia - Radcliffe Institute)

 

A farmacêutica Anna Louise James nasceu em 19 de janeiro de 1886, seu pai era escravo em uma plantação da Virgínia, ela nasceu em liberdade após seu pai fugir de seus algozes. Historiadores contam que Anna Louise sempre foi dedicada aos estudos, mesmo após perder sua mãe com apenas 8 anos ela continuou se destacando.

Ela traçou um ardoso caminho lutando contra o racismo e sexismo, ela foi a primeira mulher da turma de farmácia do Brooklyn College of Pharmacy. Em 1908 ela escreveu seu nome na história como a primeira mulher afro-americana a se formar na universidade e como a primeira farmacêutica negra dos EUA.

Após sua formatura, ela enfrentou obstáculo da Associação Farmacêutica de Connecticut, que rejeitou seu registro como farmacêutica e sugeriu para ela trabalhar como auxiliar de farmácia.

Sua jornada profissional iniciou na Lane Pharmacy em Hartford. Uma farmácia de Peter Lane, um dos dois únicos farmacêuticos negros do país. Em 1917, quando Peter foi chamado para Primeira Guerra Mundial, deixou a farmácia sob os cuidados de Anna e ao retornar ele foi trabalhar na Sisson Drug Company.

Ela se tornou proprietária da farmácia e renomeou o negócio para James Pharmacy. Para os moradores locais, ela era a gentil, atenciosa, confiável e amada Miss James.

 

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(imagem: Anna James nos degraus da James Pharmacy - Instituto Radcliffe)

 

Ela passou a ser conhecida como Ann Petry quando escreveu The Street, um livro best-seller de 1946 sobre a vida no Harlem, que vendeu mais de um milhão de cópias, tornando-a a primeira autora afro-americana a alcançar essa distinção. Além de The Street , Petry escreveu cinco outros livros, incluindo Country Place (1947), um romance inspirado por suas experiências em Old Saybrook e The Drug Store Cat (1949), que ela baseou em suas memórias de trabalhar em James Pharmacy.

Em seu aniversário de 80 anos, em janeiro de 1966, amigos e familiares fizeram uma festa na farmácia que reuniu cerca de 250 moradores que encheram o local com cartões, cartas, flores e bolos com direito a uma banda escolar para mostrar o carinho por ela.

Anna Louise James morava no andar de cima da farmácia e trabalhava todos os dias só parando nos feriados de Dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo. Ela administrou o negócio até 1967.

Então, em 1974, os Veteranos de Guerras Estrangeiras a honraram como Cidadã do Ano, observando sua generosidade, hospitalidade e compaixão.

 

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(imagem: Anna Louise James sentada em sua farmácia, 1965-1975 - Instituto Radcliffe)

 

Após sua aposentadoria, Anna Louise James permaneceu morando na farmácia até sua morte em 1977, aos 91 anos.

Condolências inundaram a cidade com relatos de histórias pessoais de sua bondade, orientação gentil para os jovens e atenção cuidadosa aos necessitados.

As realizações de Anna como a primeira farmacêutica afro-americana dos EUA, primeira autora negra a alcançar mais de 1 milhão de cópias vendidas e sua dedicação à profissão inspiraram inúmeras outras mulheres a seguirem seus passos de luta e dedicação.

 

* Com informações da Amber Pharmacy, do Old Saybrook Historical Society, Catálogo da Biblioteca Schlesinger e imagem por Radcliffe Institute, da Universidade de Harvard.

 

Texto por Fábio Reis

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