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A partir desta segunda-feira (14/6), a Anvisa publicará vários materiais sobre farmacovigilância e notificação de evento adverso. Confira a primeira matéria.

 

 

O que é farmacovigilância? Como notificar um evento adverso a medicamentos e vacinas? Qual a importância da notificação voluntária? Todas essas respostas e muitas outras serão esclarecidas por meio de uma série de materiais que a Anvisa publicará a partir desta segunda-feira (14/6).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), farmacovigilância é definida como a ciência e as atividades relacionadas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou de quaisquer problemas relacionados ao uso de medicamentos.

Entre os objetivos da farmacovigilância, destacamos: fomentar o uso seguro e racional de medicamentos, monitorar a ocorrência de eventos adversos, zelar pelo cuidado e pela segurança dos pacientes no que diz respeito ao uso de medicamentos, promover a compreensão e a capacitação em farmacovigilância e contribuir para a avaliação contínua dos benefícios relacionados ao uso desses produtos, de forma que esses benefícios sejam maiores que os riscos por eles causados.

Além das reações adversas a medicamentos, a farmacovigilância também fica de olho nos eventos adversos causados por desvios de qualidade, erros de medicação, inefetividade terapêutica, uso abusivo de medicamentos, intoxicações e interações medicamentosas e uso de medicamentos para indicações não aprovadas em registro, o chamado off-label (ou seja, quando a indicação do profissional de saúde diverge do que consta em bula).

Nesse ponto, é necessário abrir parênteses para que todos, principalmente as pessoas não familiarizadas com esses conceitos, tenham plena compreensão do que estamos tratando. Reação adversa é, segundo a OMS, toda reação prejudicial ou indesejável, não intencional, que se apresenta após a administração de um medicamento. Esse medicamento deve ter sido administrado em doses utilizadas habitualmente para prevenção, diagnóstico ou tratamento de uma doença ou para modificar uma função biológica. É importante ressaltar também que a farmacovigilância estuda esses efeitos nos medicamentos e também nos fitoterápicos, hemoderivados, produtos biológicos e vacinas.

Uma farmacovigilância eficiente é imprescindível para a detecção rápida de eventuais riscos associados a medicamentos e para a prevenção de eventos adversos. Com isso, profissionais de saúde e pacientes podem obter a melhor relação benefício-risco com o uso de um medicamento.

Para se pôr em prática as atividades de farmacovigilância, são utilizados alguns recursos, como estudos epidemiológicos para o estabelecimento de causalidade entre o medicamento e a reação adversa, compilação sistemática e detalhada dos efeitos prejudiciais supostamente ocasionados pelo uso de medicamentos em determinados grupos de pacientes e a notificação espontânea, baseada na identificação da suspeita de reações adversas e o envio dessa informação a um organismo que a centraliza. Esse último ponto, devido à sua importância, será tratado na próxima matéria.

 

Fonte: Anvisa