PFARMA PFARMA
  • Home
  • Notícias
    • Mercado
    • Carreira
    • Legislação
    • Estudos e Pesquisas
    • Eventos
    • Saúde
    • Cannabis Medicinal
  • Blog
  • Emprego
  • Estágio
  • Alertas
  • Seleções
    • Trainee
    • Mestrado | Doutorado
    • Residência Farmácia
    • Docente Farmácia
    • Concursos
Detalhes
Categoria: Blog
By Fábio Reis
Fábio Reis
03.Ago

Parecer favorável do Ministério da Economia à venda de medicamentos em supermercados ignora prejuízo para o SUS

supermercado medicamento

Gasto com danos causados por medicamentos, que já é de 60 bilhões ao ano mesmo com a venda restrita às farmácias, deverá explodir com a ampliação de 100 mil pontos de venda.

 

 

A votação em caráter de urgência do PL nº 1774/19, que prevê a liberação da comercialização de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) nos supermercados, deve ocorrer hoje,03/08. O Ministério da Economia emitiu nota técnica favorável à proposta. Na visão da Secretaria de Acompanhamento Econômico, Advocacia de Concorrência e Competitividade (SEAE), a medida aumentará a concorrência, com possibilidade real de redução dos seus preços ao consumidor final. “Mas a conta feita pelo órgão não fecha”, avalia o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João.

Com base em estudos e estatísticas publicados inclusive pelo próprio governo, o presidente do CFF demonstra que a pretensa economia para o cidadão terá um alto um custo sanitário, social e financeiro, este último, para os sistemas de saúde, incluindo o público. “Conforme dados do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), do Ministério da Saúde, para cada real investido na aquisição de medicamentos, o SUS precisa despender outros cinco na solução de problemas com o uso. E, mesmo com todo o controle existente atualmente, o gasto do SUS no tratamento de vítimas de danos causados por medicamentos chega a 60 bilhões de reais ao ano”, destaca Walter Jorge João, citando levantamento realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2017.

Essa mesma pesquisa aponta que 50% dos casos responsáveis por esse gasto poderiam ser evitados com a utilização de medicamentos mais seguros e eficazes; a indicação correta, para o paciente certo; a cooperação entre farmacêutico, médico e paciente; o monitoramento do uso, e uma resposta rápida aos problemas apresentados pelos usuários. “Essas medidas sim, garantiriam um impacto financeiro real e benéfico para o cidadão e para o Estado. E nem estou mencionando, nessa conta, o custo das sequelas deixadas nas vítimas e nem do absenteísmo causado pelas internações, muito menos o valor imensurável do luto. Sim, porque o mau uso de medicamentos 20 mil mortes ao ano no país, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma)", ressalta o presidente do CFF.

Para o presidente do CFF, o maior acesso a tais produtos, desassistido da orientação pelos profissionais da saúde habilitados, como o farmacêutico, trará, sim, prejuízos econômicos tanto para a administração pública quanto para a iniciativa privada. "E digo isso mesmo diante da pseudo responsabilidade técnica (RT) anunciada pelos supermercados. Hoje, temos em vigor uma lei que prevê a presença do farmacêutico na farmácia durante todo o tempo de funcionamento desses estabelecimentos, e ainda assim, enfrentamos problemas. Imaginem aumentando em 100 mil os pontos de venda de MIPs, com a RT no modelo adotado pelos supermercados! Alguém alguma vez já viu o médico veterinário responsável pela inspeção da carne no mercado quando foi fazer sua compra", questiona. "Medicamento não pode ser escolhido como se escolhe marca de arroz."

Walter Jorge João lembra que setores do próprio governo, como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), entre outras instituições e organizações de saúde, já se manifestaram contra o Projeto de Lei, que ainda terá um impacto econômico enorme sobre o varejo farmacêutico. Segundo a Abrafarma, 30% das vendas das farmácias correspondem a esse tipo de medicamento e a concorrência com os supermercados será desleal, prejudicando principalmente os pequenos lojistas. Das 90 mil farmácias no Brasil, 65% têm adesão ao Simples Nacional. “Nosso setor gera 2 milhões de empregos”, reforça Mena Barreto, CEO da Abrafarma. O presidente do CFF lembra, ainda, que experiência anterior da liberação da venda de MIPs fora das farmácias desencadeou uma explosão na venda clandestina e na falsificação de medicamentos.

Pelo visto, na visão do CFF, o único objetivo do governo é beneficiar as entidades empresariais que se uniram na defesa do projeto de lei, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde (Acessa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que no ano de 2019, homenageou o autor do projeto de lei, deputado federal por Goiás, Glaustin da Fokus. Na ocasião, ele discursou: “Posso dizer que a minha relação com esse setor é visceral." Enquanto isso, cidadãos, o SUS, os sistemas privados de saúde e o varejo farmacêutico pagarão a conta com vidas, adoecimento e muito prejuízo econômico e financeiro.

 

Fonte: Comunicação CFF

 

Artigo anterior: Orientações para profissionais da saúde, gestantes, lactantes e puérperas sobre a varíola dos macacos Orientações para profissionais da saúde, gestantes, lactantes e puérperas sobre a varíola dos macacos Próximo artigo: Proposta permite abater do Imposto de Renda os gastos com medicamentos Proposta permite abater do Imposto de Renda os gastos com medicamentos

Novos conteúdos

  • Drogaria Venancio chega a Três Rios com 30 vagas de emprego para a primeira loja
    Drogaria Venancio chega a Três Rios com 30 vagas de emprego para a primeira loja
    Emprego 03.Nov
  • ACG integra oficialmente Nova Nordeplast e inicia nova fase como ACG Packaging Materials do Brasil
    ACG integra oficialmente Nova Nordeplast e inicia nova fase como ACG Packaging Materials do Brasil
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • Libbs abre inscrições para o Programa Jovens Talentos 2026
    Libbs abre inscrições para o Programa Jovens Talentos 2026
    Emprego 03.Nov
  • 1ª farmácia do Brasil exclusiva para cannabis medicinal será inaugurada nesta segunda (3/11), em Curitiba
    1ª farmácia do Brasil exclusiva para cannabis medicinal será inaugurada nesta segunda (3/11), em Curitiba
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • Rede de Farmácias São João realiza Convenção de Vendas com mais de 3 mil colaboradores no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre/RS
    Rede de Farmácias São João realiza Convenção de Vendas com mais de 3 mil colaboradores no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre/RS
    Mercado Farmacêutico 03.Nov
  • 45% das brasileiras sofrem com a incontinência urinária, revela estudo
    45% das brasileiras sofrem com a incontinência urinária, revela estudo
    Saúde 03.Nov
  • A saúde do homem vai além da próstata
    A saúde do homem vai além da próstata
    Saúde 03.Nov

Mais lido

  • Reportagem do Fantástico sobre genéricos provoca manifestações  de entidades farmacêuticas
    Reportagem do Fantástico sobre genéricos provoca manifestações de entidades farmacêuticas
    30.Jan
  • Como é calculada a dose do medicamento infantil?
    Como é calculada a dose do medicamento infantil?
    17.Abr
  • Abuso no uso de pílulas do dia seguinte
    Abuso no uso de pílulas do dia seguinte
    28.Fev
  • Resolução - RDC Nº 44/09 Anvisa
    Resolução - RDC Nº 44/09 Anvisa
    21.Ago
  • Anvisa RDC 20/2011 Controle de Medicamentos Antimicrobianos
    Anvisa RDC 20/2011 Controle de Medicamentos Antimicrobianos
    09.Mai
  • Especial RDC 44/2010 - Antibióticos
    Especial RDC 44/2010 - Antibióticos
    28.Out

Institucional

  • Quem somos
  • Contato
  • Politica de Privacidade
  • Política de Cookie
  • Mapa do Site

Especial

  • Coronavírus
  • Dengue
  • Farmacêutico

PFARMA é um portal de utilidade pública sem fins lucrativos