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Pessoas que não tenham sido infectadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 podem apresentar imunidade cruzada através de anticorpos não produzidos contra a COVID-19, mas por um vírus relacionado, segundo conclusão de cientistas britânicos, publicada na revista Science.

 

 

Em experimento com 300 voluntários, 5% dos participantes apresentaram anticorpos, embora não tenham sido infectados pelo novo coronavírus. O estudo publicado pela Science revelou que algumas pessoas podem apresentar uma imunidade recebida antes. 

Sendo assim, anticorpos de pessoas com um resfriado comum reagiram ao SARS-CoV-2. No entanto, suas proteínas protetoras eram diferentes dos anticorpos das pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus. Até o momento, a eficácia desta imunidade contra a COVID-19 não tem comprovação.

Pesquisadores analisaram amostras de sangue de adultos e crianças do Reino Unido antes da propagação em grande escala do novo coronavírus em dezembro do ano passado. Adicionalmente, foram analisadas amostras de pessoas que testaram negativo ao coronavírus no início da pandemia. Os resultados foram comparados com amostras dos participantes que depois testaram positivo para COVID-19.

Em setembro, o professor da Universidade Duke, Miguel Nicolelis, sugeriu que pessoas que tiveram dengue podem ter imunidade contra o coronavírus. O cientista comparou a distribuição geográfica do coronavírus com a disseminação de dengue. Descobriu-se que os habitantes de regiões com taxas mais baixas de infecção pelo coronavírus e com crescimento mais lento dos casos de COVID-19 sofreram intensos surtos de dengue.

Segundo dados de 9 de novembro, no mundo foram registrados 50,5 milhões de casos, 1,2 milhão de óbitos e mais de 33 milhões de pacientes recuperados da COVID-19. EUA, Índia, Brasil, Rússia e França estão atualmente entre os países com mais infectados.

 

Com informações da Agência de Notícias Sputnik