omicron variante coronavirus

"Não discrimine os países que compartilham suas descobertas", disse uma líder técnica da OMS diante do fato que países como a Grã-Bretanha, França e Israel cancelaram voos diretos da África do Sul e nações vizinhas. O motivo foi a identificação de uma nova variante do coronavírus classificada como B 1.1.529, e identificada na África do Sul e em Botswana.

Um painel da agência de saúde da ONU se reuniu em Genebra para avaliar o impacto da descoberta. No momento, os pesquisadores estão tentando determinar se estão diante de uma nova variante de preocupação, onde as mutações estão localizadas no genoma do vírus e o que elas podem representar em termos de diagnósticos, terapias e vacinas.

De acordo com as autoridades de saúde sul-africanas, até agora menos de 100 casos da nova variante foram confirmados, a grande maioria em pessoas mais jovens, que são o grupo com as taxas de vacinação mais baixas na região. Enquanto isso, os especialistas da OMS reforçam que, para proteger a si e aos outros, usar máscaras e evitar aglomerações ainda são as medidas mais recomendadas.

 

 

Um painel da Organização Mundial de Saúde (OMS) se reuniu na sexta-feira (26) para avaliar o impacto potencial da nova variante do coronavírus classificada como B 1.1.529 (variante Ômicron), identificada na África do Sul e em Botswana. Durante o encontro, a agência de saúde das Nações Unidas também fez um apelo a todos países contra a discriminação das nações que descobrem novas variantes do vírus. A agência insistiu que toda restrição de viagem deve ser amparada por comprovação científica.

De acordo com a líder técnica do COVID-19 da OMS, Dra. Maria Van Kerkhove, as informações sobre a nova variante ainda são limitadas. “Existem menos de 100 sequências de genoma completas disponíveis, não sabemos muito sobre isso ainda. O que sabemos é que essa variante tem um grande número de mutações, e a preocupação é que quando você tem tantas mutações isso pode ter um impacto no comportamento do vírus”, disse ela, durante uma sessão de perguntas e respostas no Twitter.

A especialista explicou que os pesquisadores estão tentando determinar onde as mutações estão e o que elas podem representar em termos de diagnósticos, terapias e vacinas. “Levará algumas semanas para entendermos o impacto que essa variante tem, há muito trabalho em andamento. É uma variante que está sendo monitorada. O grupo de assessoria técnica (OMS) vai discutir se isso se tornará uma variante de interesse ou uma variante de preocupação e, se for o caso, daremos um nome grego, mas é algo a se observar”, acrescentou.

Contra a discriminação - Maria Van Kerkhove agredeceu aos pesquisadores da África do Sul e de Botswana pelo compartilhamento de informações com a agência de saúde da ONU, e fez um apelo contra a discriminação dos países que identificam novas variantes.

“Não discrimine países que compartilham suas descobertas abertamente”, a líder técnica da OMS insistiu, uma vez que países como Grã-Bretanha, França e Israel cancelaram voos diretos da África do Sul e nações vizinhas.

De acordo com as autoridades de saúde sul-africanas, até agora menos de 100 casos da nova variante foram confirmados, a grande maioria em pessoas mais jovens, que são o grupo com as taxas de vacinação mais baixas no país.

“Os países já podem fazer muito em termos de vigilância e sequenciamento para combater esta variante e entender mais sobre ela ... Então, neste momento, implementar medidas de viagem está sendo advertido contra", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, a jornalistas em Genebra.

Proteger a si e aos outros - Os especialistas da OMS reforçaram que, para proteger a si e aos outros, usar máscaras e evitar aglomerações ainda são as medidas mais recomendadas.

"Precisamos entender de uma vez por todas que quanto mais esse vírus vicioso circula mais oportunidades ele tem de se reproduzir e mais mutações vão aparecer" - Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS.

"Vacine-se assim que possível, se certifique de tomar as duas doses e garanta que tomará todas as medidas para reduzir a sua exposição e não passar o vírus adiante", acrescentou a especialista.

 

Fonte: OMS