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- Categoria: Mercado Farmacêutico
- By Fábio Reis
ACG adota nova tecnologia em fábrica de MG para reduzir mais de 1.100 toneladas de CO2 ao ano

Após reduzir a emissão de mais de 858 toneladas de CO2 com energia renovável, ACG implanta sistema que substitui GLP por eletricidade, reforçando estratégia ESG
A transição para uma indústria mais sustentável passa, cada vez mais, pela transformação dos processos produtivos. Seguindo essa premissa, a ACG, líder global em soluções para a indústria farmacêutica e nutracêutica, deu mais um passo em sua estratégia global de descarbonização ao implantar, na fábrica de cápsulas de Pouso Alegre (MG), um sistema de geração de calor por bomba (Heat Pump), tecnologia que substitui o consumo de GLP (gás liquefeito de petróleo) por energia elétrica e reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa.
A iniciativa faz parte da agenda global de sustentabilidade da companhia, que prevê alcançar emissões líquidas zero (Net Zero) até 2050, ampliar o uso de energias renováveis e investir continuamente em soluções capazes de reduzir o impacto ambiental de suas operações, reforçando o compromisso com as pessoas, o planeta e o crescimento sustentável do negócio.
Além da adoção da nova tecnologia, a unidade brasileira já contabiliza resultados concretos. Em 2025, a operação de Pouso Alegre deixou de emitir 858,382 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) graças ao consumo de energia proveniente de fontes renováveis, resultado certificado e incorporado às iniciativas ambientais da ACG.
Já o novo sistema Heat Pump, desenvolvido em parceria com a empresa finlandesa Oilon, iniciou sua operação recentemente, em 23 de julho de 2026. Diferentemente dos sistemas convencionais, que aquecem a água a partir da queima de combustíveis fósseis, a tecnologia funciona como uma bomba de calor industrial, utilizando energia elétrica para abastecer os processos produtivos. Dessa forma, é possível gerar energia térmica com muito mais eficiência e praticamente eliminar as emissões diretas decorrentes da combustão de GLP.
A expectativa é que a nova solução reduza aproximadamente 1.140 toneladas de CO₂ por ano, número que poderá ser ainda maior conforme a estabilização operacional do equipamento. "Isso representa uma mudança importante na forma como produzimos energia térmica. Em vez do calor pela queima de combustível, aproveitamos a energia elétrica para transferi-lo de maneira muito mais eficiente. Isso reduz nossas emissões, melhora a eficiência operacional e nos permite acompanhar, em tempo real, indicadores que comprovam esses ganhos ambientais e energéticos", afirma Milton Lima, Diretor de Operações da ACG Brasil.
O sistema também opera com elevada eficiência energética e conta com monitoramento digital em tempo real, permitindo acompanhar indicadores como:
- Consumo de energia;
- Desempenho operacional - COP;
- Economia de combustível;
- Redução de emissões de carbono.
Com esses dados, a empresa amplia sua visão da performance do equipamento, podendo subsidiar a tomada de decisões para ampliar a eficiência da operação.
Para além da multinacional, os benefícios também chegam aos clientes da ACG. À medida que fabricantes de medicamentos e suplementos fortalecem suas estratégias ESG e ampliam suas metas de descarbonização, cresce a necessidade de contar com fornecedores capazes de comprovar práticas sustentáveis de toda a cadeia produtiva. Ao investir em tecnologias, a farmacêutica contribui para que seus parceiros avancem em seus próprios compromissos ambientais, sem abrir mão da qualidade, da segurança e da confiabilidade exigidas pela indústria.
"A sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial reputacional e passou a fazer parte dos critérios de negócios. Nossos clientes buscam fornecedores que compartilhem dos mesmos compromissos ambientais e possam contribuir com toda a cadeia produtiva. Quando investimos nisso, não entregamos apenas valor interno, mas também para quem desenvolve medicamentos e suplementos em todo o mundo", destaca Milton Lima.
A iniciativa brasileira está alinhada ao posicionamento global da companhia, que reforça a transição para uma economia de baixo carbono como algo dependente da combinação entre inovação tecnológica, eficiência operacional e investimentos contínuos em energias renováveis. Por isso, a ACG segue metas para redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor, consolidando a sustentabilidade como um dos seus principais direcionadores estratégicos.
Os critérios ESG se tornam cada vez mais relevantes para investidores, clientes e órgãos reguladores. Por isso, iniciativas desse tipo fortalecem o posicionamento do negócio e o apresentam como preparado para atender às demandas atuais da indústria.
"A agenda ESG deixou de ser uma visão só de futuro para se tornar uma exigência do presente. Queremos que nossos clientes reconheçam a ACG não apenas pela qualidade dos produtos, mas também pela capacidade de inovar de forma responsável e contribuir para uma indústria farmacêutica mais sustentável. Cada projeto como esse reforça o nosso compromisso de liderar essa transformação e de gerar valor para toda a cadeia de saúde", conclui o Diretor de Operações.