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A AstraZeneca e o Governo do Estado de São Paulo, representados respectivamente pelo presidente da companhia no Brasil, Fraser Hall, e pelo governador João Dória, assinaram nesta terça-feira, dia 09 de Julho, um acordo para parceria estratégica em saúde, no Hospital das Clínicas de São Paulo, maior complexo hospitalar da América Latina. O acordo prevê a cooperação para o desenvolvimento tecnológico e científico para beneficiar os pacientes brasileiros.

Com atuação em Cotia, na Grande São Paulo, a empresa atua em vários países do mundo e o Brasil é um dos poucos locais que ainda não contam com um centro de pesquisa e desenvolvimento. "Fizemos um apelo para que implantem em São Paulo um centro de pesquisa", relatou o governador.

Além de colaborar com conhecimento científico para aprimoramento dos protocolos de tratamento no maior complexo hospitalar da América Latina, pelo acordo, a empresa irá ceder tecnologia, estimulando a implantação de processos inovadores.

"Uma das questões da medicina hoje não é tratar de uma doença em um paciente, mas o que estamos fazendo agora é olhar toda a história do paciente, até mesmo antes de ser diagnosticado com alguma enfermidade. Não estamos concentrados apenas em um momento", explicou ao Broadcast o presidente da companhia no Brasil, o escocês Fraser Hall.

Em São Paulo há 20 anos, a ambição da empresa é melhorar a vida de 5,5 milhões de pacientes brasileiros até 2025. "Temos compromisso com o Brasil", afirmou Hall. Ele descartou, no entanto, um dos objetivos mais desejados pelo governo do Estado, que é o de criar um centro de pesquisa no País, como já tem em outras unidades no mundo, como na China, Japão e Estados Unidos, além de em seus países sede: Reino Unido (Cambridge) e Suécia (Gothenburg).

"Não está nos planos no momento, mas estamos fazendo várias iniciativas de pesquisa na área clínica no Brasil, mas não temos laboratórios, não estamos fazendo descobertas no País", disse o executivo.

De acordo com Hall, o Brasil deve se tornar uma oportunidade para a empresa nesse sentido, mas não no momento. Antes, segundo ele, é preciso desenvolver mais as bases da ciência local e ter mais infraestrutura no setor de educação.

 

Com informações da AstraZeneca e do Portal Terra.
Imagem: Divulgação AstraZeneca