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Famosos insumos farmacêuticos, os excipientes não têm ação terapêutica mas participam da composição química dos medicamentos com as mais diversas funções

 

 

Nesta edição do Pílula Farmacêutica, a acadêmica Giovanna Bingre, orientanda da professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre os excipientes, os insumos farmacêuticos que são adicionados às fórmulas dos medicamentos.

 

O que são os excipientes de medicamentos?

Segundo a acadêmica, excipientes são substâncias sem função terapêutica que participam dos remédios dando volume, forma, estabilidade e diversas outras funções, como facilitar a produção, disfarçar gosto desagradável e evitar contaminação por microrganismos, por exemplo.

Como podem desempenhar diferentes funções, os excipientes podem ser classificados em diversos tipos. Aglutinantes, diluentes, lubrificantes, corantes, aromatizantes e conservantes são alguns deles.

 

Função de cada classe de excipientes

Giovanna usa o exemplo da fabricação de um comprimido para contar que o fármaco vem em formato de pó e, para ficar no formato correto, ”o farmacêutico adiciona esses excipientes para que o pó fique junto e estável”. E, então, passa a descrever as classes que apresentou, como os aglutinantes que fazem o pó se transformar em “pequenos grânulos, como se fosse uma cola” e evita o esfarelamento.

Os diluentes, continua, dão volume e deixam o comprimido no tamanho adequado. Os lubrificantes fazem com que o fármaco em pó deslize e não grude nas superfícies durante a produção. Os corantes e os aromatizantes, segundo Giovanna, andam juntos para dar cor e sabor mais agradável a remédios sólidos ou líquidos. E, por fim, cita os conservantes que servem “para evitar que os remédios sejam contaminados por fungos e bactérias”.

 

Efeitos adversos dos excipientes

Segundo a acadêmica, é muito raro ocorrer alguma reação adversa aos excipientes, mas, “se ocorrem, geralmente é por hipersensibilidade, alergia”, afirma. Por isso é que o fabricante é obrigado por lei a informar na bula “todos os excipientes usados e a porcentagem total deles na composição final”, diz, alertando para a importância da leitura da bula.

 

Pílula Farmacêutica

Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre
Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella
Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão
E-mail: ouvinte@usp.br
Horário: segunda e quarta, às 10h40
Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .

 

Fonte: Jornal da USP