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Em reunião com os presidentes do Senado e da Câmara e líderes partidários, o ministro da Saúde Luiz Mandetta disse que, a partir da semana que vem, a contaminação pelo coronavírus se dará em progressão geométrica, que a situação é alarmante e o país tem que se preparar.

Mandetta fez um apelo pedindo recursos e disse que o SUS não vai suportar toda a demanda. Ele anunciou que a Agência Nacional de Saúde (ANS) vai obrigar hospitais privados e planos de saúde a atenderem os pacientes e a lidarem com tudo o que diz respeito ao coronavírus.

“O Rio de Janeiro aguenta muito pouco. São Paulo aguenta um pouco mais. O Paraná é nosso melhor sistema, a melhor rede de distribuição. O Acre não tem nenhum caso. O Brasil é um continente”, disse.

O ministro chamou a atenção de estados e municípios para a preparação das unidades de saúde para atender a casos "Nós orientamos todos os secretários de saúde dos estados: organizem suas redes hospitalares. O momento é de rever os planos de contingência. É momento de se discutir qual é a conveniência do risco X benefício de cirurgias eletivas. Estejam preparados”

O Brasil deve viver semanas “duras” após o começo da transmissão comunitária do novo coronavírus. “Vamos passar por isso. Vai ser duro. Vão ser mais ou menos umas 20 semanas duras”, avaliou Mandetta.

Em reunião, na parte da manhã, no Congresso o ministro apresentou uma séria de ações, como a ampliação do horário de atendimento dos postos de saúdeHospital, a contratação de mil leitos de UTI e a compra de máscaras e luvas para os serviços de saúde.

Amanhã deverá ser publicada uma MP que libera R$ 5 bilhões emergenciais para o Ministério da Saúde, conforme foi solicitado pelo ministro Mandetta ao Congresso.

 

Testes

"Todas as unidades da federação estarão aptas, até dia 18 de março, com equipamento, com kit pronto para fazer o teste dentro do seu estado. Não vai precisar mandar amostra para lá ou para cá", garantiu Mandetta.

 

Mais Médicos

O Ministério da Saúde publicou na noite desta quarta-feira (11) dois editais de chamamento público para a contratação de 5 mil médicos no âmbito do Mais Médicos, com foco em ações do plano de contingência do novo coronavírus.

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

 

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