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Elas foram responsáveis por liderar os estudos que conseguiram sequenciar o genoma do coronavírus em apenas 48 horas.
A média mundial de tempo para sequenciamento do coronavírus é de 15 dias.

 

As pesquisadoras Jaqueline Goes de Jesus e Ester Cerdeira Sabino foram as responsáveis por liderarem o grupo que sequenciou o genoma do primeiro caso de coronavírus no Brasil.

Na última quarta-feira de cinzas (26/2), enquanto a população recebia a notícia do primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil, as pesquisadoras iniciavam o trabalho de sequenciamento do coronavírus. Trabalho que seria reconhecido mundial pela rapidez.

Ester Sabino é diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT), da USP, e desde os primeiros casos na Itália ela treinou seus pesquisadores para usar uma tecnologia de sequenciamento conhecida como MinION, que é portátil e barata. O sequenciamento do genoma do COVID-19 foi conduzido por uma equipe de pesquisadores coordenada por Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP, em parceria com Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz (LEIAL).

 

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Sobre Ester Cerdeira Sabino

Professora Associada do Departamento de Molestias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP Diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP de 2015 a 2019. Investigadora principal dos programas do NIH "Recipient Epidemiology and Donor Evaluation Study-IV pediatric" e do "Sao Paulo- Minas Gerais Neglected Tropical Disease Research Center for Biomarker Discovery". Coordenadora do projeto PITE FAPESP "A translational study for the identification, characterization and validation of severity biomarkers in arboviral infections" e do projeto FAPESP/MRC " The Brazil-UK Centre for Arbovirus Discovery, Diagnosis, Genomics and Epidemiology (CADDE)" Principais linhas de pesquisas: segurança transfusional, HIV, doença de Chagas, arboviroses e anemia falciforme (Fonte: Currículo Lattes)

 

Sobre Jaqueline Goes de Jesus

Graduada em Biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, mestre em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI) pelo Instituto de Pesquisas Gonçalo Moniz - Fundação Oswaldo Cruz (IGM-FIOCRUZ) e Doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia. Desenvolveu atividades de pesquisa no Laboratório de Biologia Molecular na Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (FUNDHERP) e no Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Câncer da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Desenvolve pesquisas na área das arboviroses emergentes ZIKV, DENV, CHIKV, YFV, ORV e MAYV. É integrante do ZIBRA Consortium e participa do ZIBRA project - Zika in Brazil Real Time Analisys (http://www.zibraproject.org/), projeto itinerante de mapeamento genômico do vírus Zika no Brasil. Realizou estágio de doutoramento sanduíche na Universidade de Birmingham, Inglaterra, desenvolvendo e aprimorando protocolos de sequenciamento de genomas completos pela tecnologia de nanoporos dos vírus Zika, HIV, além de protocolos para sequenciamento direto do RNA. Atualmente desenvolve pesquisas como bolsista FAPESP, em nível de pós-doutorado, no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo - Universidade de São Paulo (IMT-USP), no âmbito do CADDE - Brazil-UK Centre for Arbovirus Discovery, Diagnosis, Genomics and Epidemiology (http://caddecentre.org). (Fonte: Currículo Lattes)

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

 

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