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Metade dos farmacêuticos australianos estão pensando em desistir da profissão por conta das cargas de trabalho pesadas e das condições inseguras durante a pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Uma pesquisa com 640 farmacêuticos australianos constatou que a maioria está tendo dificuldades com a rotina de trabalho relacionada ao coronavírus.

Um terço dos entrevistados acredita que as pessoas infectadas com coronavírus visitaram sua farmácia e apenas 40% disseram que possuem treinamento específico para lidar com a COVID-19.

O presidente da Australian Professional Pharmacists, Gordon Brock, disse que os farmacêuticos estão sendo levados ao limite por seus empregadores que não estavam dando suporte adequado à equipe

"Os farmacêuticos estão na linha de frente na batalha contra o COVID-19", disse ele "Eles devem ser apoiados por trabalhadores adicionais e receber treinamento apropriado, equipamentos de proteção individual e condições de trabalho seguras".

Brock disse que a falta de treinamento coloca os farmacêuticos e clientes em riscos. Uma em cada cinco farmácias não estáão sendo desinfetadas adequadamente contra o coronavírus e uma em cada quatro não está direcionando pessoas potencialmente infectadas para os serviços de atendimentos para coronavírus.

Dos farmacêuticos que ameaçam parar, ou que já o fizeram, dois terços disseram que a culpa foi a forma como seus empregadores estão lidando com a pandemia.

Quase três quartos dos farmacêuticos disseram que sua carga de trabalho aumentou significativamente. Quarenta por cento estavam realizando horas extras para lidar atender a demanda, enquanto um em cada três trabalhavam nos intervalos de descanso.

"O fracasso dos empregadores em apoiar adequadamente os farmacêuticos durante a crise do COVID-19 pode resultar em um êxodo do mercado farmacêutico", disse Brock.

 

Com informações da TV Australiana 9News

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