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Pesquisadores da Universidade da Flórida conseguiram isolar o coronavírus vivo em aerossóis coletados a uma distância de dois a quatro metros de pacientes hospitalizados com Covid-19.

 

 

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Flórida publicou um preprint no medRxiv sobre o potencial de transmissão do coronavírus pelo ar e como essa via pode ter um papel significativo nas transmissões.

As amostras foram coletadas em um ambiente hospitalar com 6 ACH (renovações de ar por hora) com filtração MERV 14 (qualificação de eficiência de filtros) e radiação ultravioleta (UVC) antes da recirculação.

Foi possível isolar o vírus viável em amostras de ar coletadas 2 a 4,8 metros de distância dos pacientes. Os pesquisadores comprovaram que a sequência do genoma da cepa SARS-CoV-2 isolada do material coletado pelos amostradores de ar era idêntica àquela isolada do swab NP(nasofaríngeo) do paciente com infecção ativa.

Para a cientista Linsey Marr, especialista em transmissão área de vírus da Universidade da Virgínia, os achados comprovam o potencial de disseminação do vírus no ar o que durante algum tempo foi assunto bastante controverso. Em seu twitter ela escreveu "Se isso não é uma arma de fumegante, então não sei o que é. Isolamento bem-sucedido (efeito citopático) de SARS-CoV-2 em aerossóis coletados 2-5 m de pacientes, genoma idêntico ao swab NP, TCID50: cópias do genoma próximas a 1: 1! / 1".

Já em abril cientistas do Japão publicaram que as partículas do micrômetro produzidos durante a respiração podem transmitir o coronavírus quando as pessoas estão próximas umas das outras. O que reforçava já neste momento a importância do distanciamento social e do uso de máscara de proteção facil para mitigar a curva de contágio do novo coronavírus SARS-CoV-2.

 

O preprint do estudo pode ser acessado em https://doi.org/10.1101/2020.08.03.20167395 

 

 

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

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